Secretaria de Meio Ambiente inicia plantio de três mil mudas em parceria com o TJPB

A Secretaria de Meio Ambiente da Prefeitura de João Pessoa (Semam) dará início, no próximo dia 12 de março, ao plantio de três mil mudas de espécies nativas na Capital. A iniciativa é realizada em parceria com o Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), e contará com a participação do Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região (TRT-13), reforçando a cooperação entre instituições públicas na execução de políticas ambientais estruturadas. A programação começa às 9h, com o plantio simbólico de 12 mudas no trecho da ligação Altiplano – UFPB/Hospital Universitário, marcando oficialmente o início do cronograma de atividades previsto para 2026. A ação integra o Programa João Pessoa + Verde e está alinhada às estratégias de mitigação e compensação ambiental desenvolvidas pela Semam. De acordo com o coordenador do programa, Sérgio Chaves, intervenções urbanas articuladas por meio de parcerias estratégicas assumem papel fundamental nas políticas ambientais do Município. “As intervenções urbanas, quando articuladas por meio de parcerias estratégicas junto ao Programa João Pessoa + Verde, da Secretaria do Meio Ambiente da Prefeitura de João Pessoa, assumem papel fundamental nas políticas de mitigação e compensação ambiental no município. Mais do que ações pontuais de plantio, essas iniciativas representam uma estratégia estruturada de enfrentamento aos impactos provocados pelo crescimento urbano e pelas transformações no uso do solo”, afirmou. Ele destacou que, em um cenário de expansão imobiliária, aumento da impermeabilização do solo e elevação das temperaturas médias, a implementação de áreas verdes, corredores ecológicos, recuperação de espaços degradados e ampliação da arborização urbana contribui para a redução das ilhas de calor, melhoria da qualidade do ar, aumento da infiltração das águas pluviais e sequestro de carbono. “Essas medidas atuam de forma preventiva e corretiva, fortalecendo a resiliência climática da cidade”, completou. A parceria foi formalizada por meio de Termo de Cooperação Interinstitucional voltado à descarbonização. A Semam é responsável pela doação das 3 mil mudas e pela disponibilização de equipe técnica especializada para orientação, plantio e acompanhamento das áreas destinadas à recomposição ambiental. Os plantios ocorrerão ao longo de 2026. Pelo TJPB, a ação integra o Plano de Descarbonização e o Plano de Logística Sustentável do Tribunal. A juíza Lua Yamaoka Mariz Maia, coordenadora da Unidade de Sustentabilidade, destacou a relevância da cooperação institucional. “O Termo de Cooperação firmado entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam) e o Tribunal de Justiça da Paraíba representa um marco importante na consolidação de uma gestão pública integrada, sustentável e comprometida com o interesse coletivo. Parcerias como esta evidenciam que os desafios ambientais exigem atuação colaborativa. Nenhuma instituição, isoladamente, consegue enfrentar questões complexas como mudanças climáticas, gestão de resíduos ou preservação ambiental. A cooperação interinstitucional fortalece a governança, amplia o alcance das ações e potencializa o impacto social positivo”, afirmou. Segundo ela, o acordo vai além da formalidade administrativa e representa compromisso e corresponsabilidade na construção de um futuro mais sustentável para João Pessoa e para a Paraíba. Viviane dos Santos Sousa, integrante da Unidade de Sustentabilidade do TJPB, explicou que o plantio decorre do Termo de Cooperação assinado com a Semam. Ações de compensação – O TRT-13 também participará da ação como parte de seu plano de compensação de emissões de gases de efeito estufa. De acordo com o secretário de Governança e Gestão Estratégica do órgão, Max Frederico Feitosa Guedes Pereira, o plantio integra o convênio firmado com a Semam para compensação das emissões institucionais. “Esse é um evento da Secretaria do Meio Ambiente, que convidou o TRT-13 e o Tribunal de Justiça para um plantio de árvores no dia 12 de março. O propósito desse plantio é a compensação das emissões de gás de efeito estufa dos tribunais e da Prefeitura. O TRT-13 tem convênio com a Secretaria do Meio Ambiente de João Pessoa para o plantio de mudas. Em 2024, plantamos mil mudas; em 2025, plantamos 4 mil mudas; e a meta para 2026 é plantar 4 mil mudas. Essas mudas entram no inventário de emissão de gases de efeito estufa do TRT como ação de compensação”, explicou Max Frederico Feitosa Guedes Pereira. Ele acrescentou que, desde 2022, o Tribunal realiza inventário de emissões e desenvolve outras ações complementares, como compra de crédito de carbono e aquisição de certificados de energia renovável, compondo o plano de descarbonização institucional. Acompanhamento técnico – Segundo a gestão do Programa João Pessoa + Verde, a manutenção das mudas plantadas seguirá protocolo técnico da Semam. A irrigação será realizada com carros-pipa, três vezes por semana, especialmente no período inicial de estabelecimento das espécies. Também estão previstas visitas técnicas periódicas para monitoramento fitossanitário, avaliação do desenvolvimento vegetativo e identificação de eventuais necessidades de manejo, como replantio, adubação complementar ou controle de pragas, com o objetivo de assegurar a taxa de sobrevivência e o pleno desenvolvimento das árvores.
Semam registra baixo número de denúncias ambientais e reforça fiscalização contra poluição sonora em João Pessoa

A Secretaria de Meio Ambiente (Semam) da Prefeitura de João Pessoa registrou baixo número de denúncias de infrações ambientais durante o período de Carnaval, entre os dias 13 e 18 de fevereiro de 2026. De acordo com a Divisão de Fiscalização (Difi), foram contabilizadas seis ocorrências de poluição sonora, três relacionadas a despejo irregular de esgoto ou água servida e nenhuma denúncia de desmatamento ou supressão arbórea. O resultado foi avaliado como reflexo da maior conscientização da população quanto ao cumprimento da legislação ambiental, mesmo diante da intensa programação do pré-carnaval e do Carnaval na Capital. O secretário de Meio Ambiente, Welison Silveira, ressaltou que a fiscalização mantém atuação educativa e coibidora, assegurando o equilíbrio entre o direito à festa e o respeito ao sossego público. “O meio ambiente ecologicamente equilibrado parte da premissa que a preservação do meio ambiente e da saúde humana deve preceder qualquer tipo de atividade que possa gerar impacto ambiental que altere a normalidade”, afirmou. Segundo a chefe da Divisão de Fiscalização da Semam, Niedja Farias, todas as denúncias foram registradas por meio dos canais oficiais disponibilizados à população. “Todas as queixas foram feitas através dos nossos canais de atendimento de denúncias. Os canais de denúncias que nós temos hoje são o link, o chatbot da Acácia e o telefone fixo”, explicou. Ela detalhou que o link-denúncia funciona como sistema central da fiscalização ambiental. “Por meio deste link, o cidadão faz um cadastro simples e registra sua denúncia junto à Semam, anexando fotos e vídeos. É uma forma moderna e prática de registro de denúncias e acompanhamento direto do seu processo, a partir do e-mail cadastrado”, afirmou. Ainda segundo Niedja Farias, independentemente do canal utilizado, todas as denúncias são direcionadas ao mesmo sistema interno. “Entre os nossos canais de atendimento todas as denúncias são direcionadas para o sistema de fiscalização ambiental. Então, se o denunciante faz a ligação por meio do telefone ou do WhatsApp, todos eles são registrados nesse mesmo sistema. Mas, uma vez que o denunciante faz o cadastro através do link e ele mesmo realiza a denúncia, chega no e-mail dele o cadastramento dessa denúncia e ele vai poder acompanhar o processo do início ao fim. Esse é o diferencial quando ele próprio faz por meio do link. Já quando a denúncia é feita por meio do atendente, via Acácia, que é o atendente que faz o registro, aí ele já não tem essa possibilidade de interagir dentro do processo. Para isso, ele tem que ligar e procurar saber sobre o andamento”, explicou. Durante o período carnavalesco, a fiscalização atuou em regime de escala, integrando um plano de trabalho conjunto com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania (Semusb), Polícia Militar e representantes das associações carnavalescas. A atuação integrada e o cumprimento das regras contribuíram para o baixo número de ocorrências registradas. Limite de horário no Carnaval – Os horários das festividades foram definidos por meio de acordo firmado entre o Ministério Público da Paraíba (MPPB), órgãos da Prefeitura de João Pessoa, associações carnavalescas e a Polícia Militar. No Corredor da Folia, organizado pela Via Folia, incluindo trios elétricos e camarotes públicos e privados, os eventos puderam ocorrer até as 2h da madrugada, com tolerância máxima de 30 minutos exclusivamente para dispersão do público, sendo proibidas emissões sonoras após esse horário. Já os eventos do Folia de Rua realizados nos bairros tiveram como horário limite a meia-noite, também com tolerância de 30 minutos apenas para dispersão, sem equipamentos de som ligados nesse período. A exceção ficou para os blocos reconhecidos como Patrimônio Histórico Cultural da Capital, Cafuçu e Tambiá Folia, autorizados a encerrar às 1h30, com mais 30 minutos para dispersão. Legislação ambiental – A emissão sonora em João Pessoa é regulamentada pelo Decreto Municipal nº 4.793/2003, que estabelece limites de decibéis conforme o horário e a zona da cidade, residencial, diversificada ou industrial. O descumprimento das normas pode configurar crime ambiental, especialmente quando há prejuízo à saúde e ao sossego público. Além da poluição sonora, a Semam fiscaliza infrações como descarte irregular de resíduos, desmatamento, ligações clandestinas de esgoto, construções irregulares e maus-tratos a animais. As equipes realizam intervenções diariamente, inclusive aos finais de semana. Ao registrar a denúncia, é importante informar o endereço completo, ponto de referência e, se possível, anexar fotos ou vídeos para auxiliar na fiscalização. Serviço – Canais de denúncia da Semam A população pode registrar denúncias ambientais pelos seguintes canais: Permite cadastro, envio de fotos e vídeos e acompanhamento do processo por e-mail. (83) 98214-7473 Atendimento automatizado diário para registro de denúncias. (83) 3213-7012 (83) 3218-9208 – das 8h à 0h, de domingo a domingo.
População pode contribuir com informações sobre infrações ambientais

A Divisão de Fiscalização (Difi) da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), da Prefeitura de João Pessoa, reforça a importância da participação da população no combate às irregularidades ambientais. O Município disponibiliza diversos canais de denúncia para facilitar o acesso dos cidadãos aos serviços de fiscalização. Entre as ferramentas disponíveis está o Acácia Chatbot, atendimento virtual da Semam que orienta e recebe denúncias de forma prática e rápida, pelo telefone 83 9-8214-7473, que funciona como WhatsApp. As pessoas podem enviar fotos e vídeos com flagrantes de infrações ambientais e é importante detalhar informações sobre a localização, com nome da rua e bairro. A população também pode registrar ocorrências por meio do aplicativo “João Pessoa na Palma da Mão”, que reúne serviços da Prefeitura em um só lugar, permitindo o envio de informações diretamente aos setores responsáveis. Outro canal disponível é o Portal de Serviços da Prefeitura, acessível pelo linkhttps://joaopessoa.mavsystems.com.br/portal_servicos/ no qual é possível formalizar denúncias relacionadas a infrações ambientais, como lançamento irregular de esgotos, poluição sonora, supressão de vegetação, entre outras. O secretário de Meio Ambiente, Welison Silveira, destacou que a colaboração da população é fundamental para ampliar o alcance das ações de fiscalização. “As informações enviadas pelos cidadãos ajudam a identificar pontos críticos, agilizam as vistorias técnicas e contribuem para a adoção de medidas corretivas e legais, garantindo a proteção do meio ambiente e a melhoria da qualidade de vida na cidade”, concluiu. A Semam destaca que todas as denúncias são analisadas pelos técnicos da Divisão de Fiscalização, que realizam as vistorias necessárias e adotam as providências cabíveis, sempre com base na legislação ambiental vigente.
Temporada de floração dos ipês deixa avenidas e praças de João Pessoa mais coloridas

A floração dos ipês transforma ruas, praças e avenidas de João Pessoa em um espetáculo natural, chamando a atenção de moradores e visitantes durante os meses mais secos do ano. As árvores, conhecidas pela beleza e diversidade de cores, fazem parte do patrimônio ambiental da Capital e são acompanhadas de perto pela Secretaria de Meio Ambiente (Semam) da Prefeitura de João Pessoa. De acordo com a Diretoria de Controle Ambiental (DCA), a Semam possui aproximadamente 2.100 ipês cadastrados no Município. As espécies incluem ipês amarelos, roxos, róseos e brancos, distribuídos em áreas públicas como praças, passeios públicos (calçadas) e canteiros centrais. Entre os principais pontos de concentração dessas árvores, destacam-se o Parque Solon de Lucena (Lagoa) e a Avenida Getúlio Vargas, onde estão cadastrados cerca de 85 ipês amarelos, que nesta época do ano se tornam um dos cartões-postais naturais da cidade. Originário das Américas, o ipê é uma árvore nativa do Brasil e símbolo da flora nacional. Adaptado ao clima tropical, ele perde as folhas antes da floração, o que intensifica o impacto visual das flores e facilita a polinização. Além do valor paisagístico, o ipê desempenha papel fundamental no equilíbrio ambiental urbano, contribuindo para a melhoria do microclima, a redução da temperatura e o abrigo da fauna. A Semam realiza o monitoramento permanente dos indivíduos arbóreos, por meio de cadastro técnico que reúne informações como espécie, localização, estado fitossanitário e necessidade de manejo. Esse acompanhamento permite planejar ações de poda, manutenção, substituição e preservação das árvores, garantindo segurança à população e conservação ambiental. Segundo o diretor de Controle Ambiental da Semam, engenheiro agrônomo Anderson Fontes, o trabalho de acompanhamento e gestão da arborização urbana reforça o compromisso da Prefeitura de João Pessoa com a sustentabilidade e a qualidade de vida. “O ipê é um símbolo da nossa cidade neste período do ano e o cuidado com essas árvores reflete o compromisso da gestão com o meio ambiente e com os espaços públicos”, destaca a Semam. A floração dos ipês segue como um convite à contemplação da natureza e um lembrete da importância de preservar e valorizar a arborização urbana.
Prefeitura de João Pessoa intensifica fiscalização para coibir irregularidades em galerias pluviais e esgotos

A Prefeitura de João Pessoa intensificou as ações de fiscalização para coibir irregularidades em galerias pluviais e esgotos, e evitar o despejo no mar. As atividades realizadas pelas secretarias de Infraestrutura (Seinfra) e de Meio Ambiente (Semam) integram uma força-tarefa denominada ‘Grupo Técnico Orla Limpa’, que iniciou na manhã desta sexta-feira (9), no limite entre as praias de Tambaú e Manaíra. A força-tarefa vai contemplar a região do Litoral da Praia da Penha até o Bessa, e inclui também o Ministério Público da Paraíba (MPPB) e o Governo do Estado da Paraíba. Conforme o secretário de Meio Ambiente de João Pessoa, Welison Silveira, o lançamento de esgotos e defluentes nas praias têm várias causas. “Pode haver lançamentos clandestinos de esgotos em galerias pluviais ou extravasamento de poços de visita na rede de saneamento, por exemplo, ou ainda, o descarte irregular de resíduos nas ruas e que são arrastados para as galerias e levados para as praias, bem como o descarte inadequado de chorume do lixo”, afirmou. O gestor explicou que a força-tarefa definiu um plano de ação em que cada ente público terá suas atribuições, fazendo um esforço concentrado para alcançar o resultado, que é a limpeza das praias com balneabilidade adequada. O Grupo Técnico Orla Limpa já está fiscalizando bares, restaurantes, hotéis e obras com rebaixamento do lençol freático. O Governo do Estado participa da ação por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) e Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema). Fiscalização – A Seinfra, que é responsável pela fiscalização das galerias pluviais, intensificou os serviços de limpeza, manutenção e desobstrução das galerias, verificando, junto aos demais órgãos, se há lançamentos clandestinos de esgoto nesses pontos. O diretor de Manutenção de Área de Drenagem da Seinfra, Acacyo Daniel, explicou a operação, que utiliza recursos de tecnologia para aprimorar as atividades. “O trabalho de inspeção é composto pela equipe que faz a abertura manual das bocas de lobo e dos poços de visita, fazendo uma identificação primária. Caso haja indícios de irregularidades, a gente utiliza nossos caminhões. Temos um veículo de alta pressão que trabalha com hidrojato e sucção. Introduzimos uma mangueira na tubulação, que é empurrada através de um jato de água de alta pressão e retira os materiais dentro da tubulação”, relatou Acacyo Daniel. Monitoramento por vídeo – Outro equipamento importante na fiscalização é a inspeção por vídeo a partir de um robô que consegue percorrer uma tubulação de até 50 metros, segundo o diretor. “O robô faz a vídeo-inspeção para termos uma noção de como está a situação, enquanto a equipe acompanha por monitor em tempo real e também pode fazer uma gravação das imagens geradas”, comentou. Ainda no quesito tecnologia, segundo Welison Silveira, as câmeras de vigilância que monitoram a cidade de João Pessoa dentro do projeto Smart City – Cidade Inteligente também serão utilizadas para identificar as infrações ambientais. Realizado em parceria com a empresa Inovatec-JP, o projeto prevê a implantação de três mil câmeras com tecnologia de reconhecimento facial, voltadas à vigilância e ao monitoramento do trânsito. Trabalho preventivo – A atuação da Semam de João Pessoa vai desde a fase preventiva do processo de licenciamento ambiental de estabelecimentos e qualquer tipo de construção, verificando a ligação correta do esgoto dos estabelecimentos para a rede de esgoto adequada e também as galerias pluviais. “Tão logo for identificado haver ligações clandestinas de esgoto nas galerias pluviais, adotaremos providências, que podem ser aplicação de multas, suspensão da licença ambiental ou até cassação do alvará de funcionamento do estabelecimento”, destacou Welison Silveira. De acordo com o secretário, as multas ambientais variam de R$ 500 a R$ 5 milhões, dependendo do potencial poluidor e dano ambiental, considerando parâmetros como proporcionalidade e razoabilidade. “Geralmente, os valores vão de R$ 10 mil a R$ 20 mil, nesses casos, sem prejuízo de responsabilidade criminal, já que essa conduta tipifica crime ambiental”, enfatizou. Outra ação da Semam será a fiscalização aos estabelecimentos de alimentação, como bares, restaurantes e padarias, para verificação das caixas de gordura. “Os estabelecimentos precisam limpar as caixas de gordura antes de fazer o lançamento na rede coletora de esgoto para evitar a obstrução e o extravasamento desses pontos. Nesta época do ano, em que a cidade está com a população ampliada por conta do turismo, a produção de alimentos também cresce”, afirmou Welison Silveira. Consciência ambiental – Para o secretário municipal de Meio Ambiente, o sucesso das atividades depende também do apoio da sociedade, incluindo os movimentos sociais, que também participaram das ações de fiscalização. “Nosso trabalho é ininterrupto. Ainda no âmbito das praias, temos a Emlur cuidando da limpeza da faixa de areia e coletando os resíduos sólidos. Mas o descarte correto nos coletores é um dever de todos”, pontuou.
Semam intensifica fiscalização e esclarece competências sobre esgoto e drenagem pluvial na Capital

A Secretaria de Meio Ambiente (Semam) da Prefeitura de João Pessoa vem intensificando as ações de fiscalização e prevenção contra o lançamento irregular de esgotos, com o objetivo de proteger o meio ambiente, os corpos hídricos e a Orla marítima da Capital. Ao mesmo tempo, a Pasta esclarece à população as competências de cada órgão envolvido na gestão do saneamento e da drenagem urbana. Cabe à Prefeitura de João Pessoa, por meio da Semam e de outros órgãos municipais, a limpeza, manutenção e fiscalização das galerias de drenagem pluvial, que são estruturas destinadas exclusivamente a receber e conduzir águas da chuva. A Prefeitura também atua na fiscalização de eventuais ligações clandestinas de esgoto nas galerias pluviais, prática irregular que causa poluição ambiental e pode levar o esgoto diretamente para rios, manguezais e para o mar. Já a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) é a responsável pela rede coletora de esgotos, que integra o sistema de saneamento básico. Essa rede é composta por tubulações subterrâneas e pelos chamados poços de visita (PV), que são aquelas tampas de ferro visíveis nas ruas. Os poços de visita permitem o acesso técnico à rede de esgotamento sanitário para inspeção, limpeza e manutenção. Quando ocorre extravasamento em poços de visita, a responsabilidade pela correção do problema é da Cagepa. Em situações como essas, o esgoto pode acabar escorrendo para a superfície e, muitas vezes, alcançar as galerias pluviais, que não foram projetadas para receber esgoto. Esse desvio indevido faz com que a poluição siga o caminho das águas da chuva e, consequentemente, deságue no mar, impactando a balneabilidade das praias e o meio ambiente costeiro. A fiscalização do lançamento irregular de esgotos envolve diferentes órgãos. A Semam atua no monitoramento ambiental, na fiscalização de danos ao meio ambiente e no combate às ligações clandestinas. Outros órgãos municipais dão suporte às ações, enquanto a Cagepa é responsável pela operação, manutenção e solução de problemas na rede de esgotamento sanitário. O secretário de Meio Ambiente, Welison Silveira, destacou que a cooperação entre os órgãos e a conscientização da população são fundamentais para reduzir a poluição e garantir a qualidade ambiental da cidade. “Nós reforçamos ainda que a parceria com a população é muito importante, denunciando as infrações ambientais, como lançamentos irregulares de esgoto ou suspeita de ligações clandestinas, nos canais oficiais da Semam, contribuindo para uma cidade mais limpa, saudável e sustentável”, ressaltou Welison Silveira. O telefone da Semam para denúncias é o chatbot Acácia, no 83-98214-7473, que funciona como WhatsApp. As informações devem trazer dados como endereço do local onde a infração está ocorrendo e horário. Fotos e vídeos com flagrantes podem ser enviados pois contribuem para a agilizar o processo de checagem das infrações.
Parque Zoobotânico Arruda Câmara terá funcionamento especial no fim de ano

Durante as festas de fim de ano, o Parque Zoobotânico Arruda Câmara (Bica), funciona em horário especial nos dias 24 e 31 de dezembro, das 9h às 16h, com entrada permitida até às 15h. Já nos dias 25 de dezembro (Natal) e 1º de janeiro, o Parque estará fechado. A administração do Parque Arruda Câmara orienta que o público fique atento aos horários e planeje sua visita com antecedência, aproveitando o espaço de lazer, contato com a natureza e educação ambiental oferecidos pelo Parque. A diretora do Parque, Milenna Simões, ressalta que no Parque o visitante encontra uma ampla área verde, com trilhas, área com lago, árvores centenárias e zoológico com animais silvestres e exóticos. “Para diminuir a correria de final de ano, nada melhor do que visitar esse espaço, aqui você entra em contato com a natureza e pode relaxar apreciando a beleza do lugar”, destacou Millena. Serviço – O Parque está localizado na Avenida Gouveia Nóbrega, s/n – Róger. A taxa ambiental de entrada custa 3,00 reais. Crianças com até 7 anos, pessoas com deficiência e idosos acima de 65 anos não pagam.
Prefeitura anuncia reabertura do Parque Zoobotânico Arruda Câmara com novas medidas de segurança e gestão

A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), anuncia a reabertura do Parque Zoobotânico Arruda Câmara, a Bica, para quinta-feira (18), com horário de funcionamento das 9h às 16h. Para a reabertura do Parque foi implementado um Plano de Retomada das Visitações que assegura maior segurança, transparência e adequação técnica em todas as áreas do equipamento ambiental. O parque esteve temporariamente fechado em decorrência de um grave incidente ocorrido nas dependências do recinto da leoa Leona, que resultou em uma fatalidade envolvendo um visitante. O episódio motivou investigações e recomendações de diversos órgãos de controle e fiscalização. Diante desse cenário, a gestão municipal adotou uma postura responsável, priorizando a revisão completa das estruturas físicas, dos protocolos de segurança, da vigilância e dos fluxos internos de visitação. O Plano de Retomada foi elaborado pela equipe técnica da Semam e contempla integralmente as recomendações do Ministério Público da Paraíba (MPPB), da Comissão Especial da Câmara Municipal de João Pessoa, da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (Sudema), da Vigilância Sanitária e da Guarda Civil Metropolitana. Entre as ações adotadas estão o reforço das barreiras físicas de proteção, a readequação dos percursos de visitantes, o fortalecimento da vigilância permanente, a definição de protocolos específicos para recintos de animais silvestres, especialmente felinos, além do aprimoramento das rotinas de manejo e bem-estar animal. O secretário de Meio Ambiente, Welison Silveira, destacou que a reabertura do Parque ocorre com uma estrutura de governança mais robusta. “Reforçamos as ações de educação ambiental, reafirmando o compromisso do Município com a preservação da fauna, a segurança da população e a gestão responsável dos espaços públicos. O Parque Zoobotânico Arruda Câmara volta a receber visitantes de forma segura, ordenada e transparente, alinhado às melhores práticas de gestão de zoológicos e aos critérios técnicos exigidos pelos órgãos competentes”, concluiu. A Prefeitura de João Pessoa reforça que a segurança dos visitantes, dos servidores e o bem-estar dos animais seguem como prioridades absolutas e que o parque continuará sendo monitorado de forma permanente, com avaliações contínuas das medidas adotadas.
Biblioteca ao ar livre transforma o Parque das Três Ruas em ponto de cultura em João Pessoa

Quem caminha pelo Parque das Três Ruas, no bairro do Bancários, depara-se com uma iniciativa que une sustentabilidade, literatura e cidadania. Inaugurada em junho, a Biblioteca Anayde Beiriz inova ao disponibilizar livros gratuitamente em duas geladeiras adaptadas, popularmente conhecidas como ‘gelatecas’. O projeto é fruto de uma parceria entre o Comitê Gestor do Parque das Três Ruas, a Academia Paraibana de Poesia (APP) e a Secretaria de Meio Ambiente de João Pessoa (Semam). Localizada no Recanto da Criança, vizinha ao muro da Escola Municipal Aruanda, a biblioteca funciona sob o sistema de troca livre: pegar um livro, doar outro. O objetivo é democratizar o acesso à leitura e transformar o parque linear em um polo de convivência cultural. A ideia nasceu da observação atenta de Francisca Vânia, presidente da Academia Paraibana de Poesia (APP), que percebeu o potencial do espaço. Ao notar o novo fluxo de vida no local, ela sentiu que a infraestrutura de lazer pedia um complemento intelectual. “O Parque das Três Ruas ficou um show, deu uma nova vida a João Pessoa. E quando eu vi essa estrutura maravilhosa, vi a efervescência aqui, fervilhante de jovens e crianças, eu percebi o potencial desse espaço”, relembra a poetisa. Para ela, a gelateca foi “a cereja do bolo, a ideia mais nova dos ‘primeiros mundos’ para espalhar conhecimento e vivência da leitura”, enfatiza. A proposta foi prontamente acolhida por João Eduardo de Melo, presidente do Comitê Gestor do Parque, que conseguiu as geladeiras para a adaptação. Segundo ele, a dinâmica é desburocratizada para garantir que a literatura circule, onde o foco é a circulação da obra e não a posse. “O objetivo aqui é esse, é que as pessoas tanto tragam livros como levem os livros ou leiam aqui, ou levem para sua casa, sem precisar devolver”, explica. João Eduardo reforça o caráter democrático do projeto. “O importante é que o livro vá para dentro da casa, que ele ande e seja instrumento de cultura”, afirma. Cultura e preservação – Desde a inauguração, a aceitação pública tem sido expressiva. Américo Cabral, presidente da Associação dos Moradores das Comunidades Bancária e Universitária (AMCBU) e membro do comitê, destaca o perfil cultural da região. “A localização do Bancários é privilegiada, ladeada pela UFPB e com uma grande camada de estudantes. O público é sedento de cultura”, afirmou. Segundo ele, a iniciativa resgatou hábitos de convivência. “Com o parque, a gente voltou a ter piqueniques, encontros, reuniões ao ar livre. O projeto da gelateca tem sido de uma aceitação fantástica”, observa Américo Cabral. Um ponto celebrado pelos organizadores é a alta demanda por leitura, exigindo reposições constantes. “Já repusemos os livros mais de cinco vezes”, revela João Eduardo. Entre os gêneros, a literatura de cordel é o destaque absoluto. “As crianças são apaixonadas por cordéis e os idosos também. O poeta Bento Júnior doou 50 cordeis e, em menos de oito dias, não tinha mais um”, relata Vânia. A comunidade também abraçou a preservação do patrimônio. Não há registros de vandalismo, apenas o desgaste natural do uso. “Durante esse tempo todo, nunca vandalizaram. As pessoas adotaram e cuidam. Você percebe que as portas perderam um pouco de cor, onde as pessoas tocam para abrir e fechar, mas são marcas de uso diário”, comenta Francisca Vânia. Homenagem à vanguarda – O nome da biblioteca presta homenagem a Anayde Beiriz (1905-1930), professora e poetisa paraibana que marcou a história pela sua postura de vanguarda. À frente de seu tempo, Anayde defendeu a liberdade feminina e o ensino de jovens e adultos na década de 1920. Hoje, sua memória é resgatada não apenas como figura histórica, mas como símbolo de resistência e intelecto, alinhando-se ao propósito educativo do projeto. Serviço: Biblioteca Anayde Beiriz Localização: Recanto das Crianças – Parque das Três Ruas Rua Bancário Waldemar de Mesquita Accioly (próximo a quadra de basquete) Como doar: A biblioteca aceita doações de todos os gêneros literários (contos, crônicas, poesias, fábulas e cordéis). Para doar, basta entrar em contato pelos perfis oficiais no Instagram para agendar a coleta:
Prefeitura realiza operação para identificar ligações clandestinas de esgoto e lançamento de resíduos de construção

A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Semam) e da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), realizou, na manhã desta quinta-feira (30), uma operação de fiscalização e identificação de lançamentos clandestinos de esgoto em diferentes pontos da cidade. As equipes técnicas estiveram nos bairros de Mandacaru e Colibris, onde foram identificadas irregularidades na rede coletora. Durante a ação, os técnicos utilizaram um caminhão equipado com sistema a vácuo, capaz de secar a rede coletora e identificar possíveis tubulações clandestinas. Também foi empregada uma câmera robô, que percorre as galerias e detecta a origem dos lançamentos irregulares de esgoto. A operação tem como objetivo proteger os recursos hídricos, garantir o bom funcionamento do sistema de drenagem urbana e coibir práticas que prejudiquem o meio ambiente e a saúde pública. A ação conjunta faz parte de um programa contínuo de monitoramento e fiscalização ambiental e sanitária, desenvolvido pelas secretarias, que é feito o outros bairros de João Pessoa Resíduos da construção civil– Os técnicos da Semam também flagraram o descarte irregular de resíduos da construção civil (RCC) no Planalto da Boa Esperança. O material, proveniente de obras particulares, foi depositado em área inadequada, caracterizando infração ambiental. A Semam reforça que o manejo dos resíduos da construção civil é regulamentado por legislações específicas, como a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), a Resolução Conama nº 307/2002 e o Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC). Essas normas estabelecem responsabilidades para geradores, transportadores e destinadores, além de determinar a correta segregação, coleta e destinação dos materiais. A Secretaria orienta que os geradores de entulho e restos de obras devem encaminhar os resíduos para locais devidamente licenciados e cadastrados junto à Prefeitura. O descumprimento da legislação pode resultar em multas e outras penalidades ambientais, conforme previsto na legislação municipal. O secretário de Meio Ambiente, Welison Silveira, destacou que a população pode contribuir com as ações de preservação. “A Semam disponibiliza o telefone 83-9-8214-7473, que é o Acácia, o chatbot da Secretaria. Por este telefone as pessoas podem encaminhar, via Whatsapp, vídeos e fotos com informações sobre as infrações ambientais. Os fiscais do plantão recebem as mensagens e fazem as vistorias. Essa parceria faz toda a diferença nas nossas ações”, concluiu.