João Pessoa Sustentável fortalece parceria com o BID e apresenta avanços do maior programa urbano da Capital

A Prefeitura de João Pessoa apresentou, nesta terça-feira (12), em Brasília, mais uma revisão de carteira do Programa João Pessoa Sustentável (PJPS) junto ao Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e ao Tesouro Nacional. A reunião consolidou os avanços físicos, financeiros e sociais do programa, além de definir novos acordos estratégicos para a reta final da execução contratual. O programa é considerado o maior projeto de desenvolvimento urbano integrado da capital paraibana. Participaram presencialmente do encontro o secretário de Gestão Governamental (Seggov) de João Pessoa, Vitor Cavalcante, o coordenador-geral do programa, Benjamin Maranhão, representantes do BID, do Governo Federal e Gilson Coelho, do Instituto Áquila, gerenciador que presta serviços técnicos ao programa. Durante a apresentação, a equipe destacou o avanço das metas habitacionais, ambientais e de modernização da gestão pública municipal. Entre os números apresentados, o Programa João Pessoa Sustentável já alcançou US$ 77 milhões em desembolsos realizados e US$ 128 milhões em contratos comprometidos, o equivalente a cerca de 79% do total previsto para execução. Na área habitacional, o programa já beneficiou 2.425 famílias com soluções de moradia, atingindo 57% da meta prevista, além de reduzir em 14,3% o déficit habitacional da população de baixa renda de João Pessoa. Outro destaque foi a regularização fundiária voltada às mulheres chefes de família, com 1.990 beneficiadas, superando a meta inicialmente estabelecida. Também foram apresentados os avanços das obras dos conjuntos habitacionais do Complexo Beira Rio, que somam 747 apartamentos distribuídos em três torres, com entregas previstas para o segundo semestre deste ano. O programa ainda executa equipamentos públicos complementares, como creche, Centro de Referência de Assistência Social (Cras), cozinha comunitária, galpão de reciclagem, unidade de saúde e Centro de Referência da Juventude (CRJ). Outro eixo destacado na reunião foi o Parque Socioambiental do Roger, que transforma a área do antigo lixão em um novo espaço de recuperação ambiental e convivência urbana. A intervenção contempla 21 hectares de área recuperada dentro de um total de 31 hectares. O Centro de Cooperação da Cidade (CCC), já entregue à população e em pleno funcionamento, também foi citado como uma das principais realizações do programa no fortalecimento da gestão pública e da integração tecnológica da Prefeitura de João Pessoa. Para o secretário de Gestão Governamental de João Pessoa, Vitor Cavalcante, a reunião confirmou o reconhecimento institucional pelos resultados alcançados. “Recebemos, por parte do Governo Federal e também dos integrantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento, parabéns pelo trabalho. Apresentamos os avanços dentro do Complexo Beira Rio, do Parque Socioambiental do Roger e do Centro de Cooperação da Cidade, que já é uma realidade entregue à população de João Pessoa. A gente vem avançando tanto nas questões físicas quanto nas questões orçamentárias do programa”, afirmou. Já o coordenador-geral do programa, Benjamin Maranhão, ressaltou que a reunião também abriu perspectivas para novos investimentos internacionais na capital paraibana. “Pudemos apresentar resultados concretos no que diz respeito à melhoria da qualidade de vida da população de João Pessoa, redução do déficit habitacional, melhorias na infraestrutura de gestão da Prefeitura e avanços na área ambiental, que servem de modelo não só para João Pessoa, mas para o Brasil inteiro. É um momento também em que a cidade começa a pensar novas formas de pleitear recursos e investimentos do BID para avançar ainda mais nas áreas social, de saúde, infraestrutura e fortalecimento da gestão pública”, disse. Ao final da revisão de carteira, foram pactuados novos acordos para os próximos meses, incluindo a conclusão das entregas dos conjuntos habitacionais do Complexo Beira Rio, novas etapas de regularização fundiária, a entrega definitiva do Parque Socioambiental do Roger, além de novos investimentos em planejamento estratégico e infraestrutura tecnológica por parte da Prefeitura de João Pessoa.
Requalificação do Rio Jaguaribe e ações sociais no Complexo Beira Rio são destaque no Bom Dia Paraíba

O Programa João Pessoa Sustentável ganhou destaque nesta quarta-feira (22), durante entrevista do coordenador-geral, Benjamin Maranhão, ao telejornal Bom Dia Paraíba. Em conversa com o repórter Ewerton Correia, ele detalhou as ações estruturantes voltadas à requalificação do Rio Jaguaribe e ao atendimento das famílias do Complexo Beira Rio (CBR). A entrevista integrou a série especial do telejornal sobre a realidade dos rios da capital paraibana e reforçou o papel do programa como eixo estratégico de transformação urbana, social e ambiental. Um dos pontos centrais abordados foi o monitoramento ambiental do Rio Jaguaribe, considerado pelo coordenador como a base técnica para todas as intervenções em curso e futuras. “Eu só acredito em um projeto bom com planejamento e com estudo. Esse monitoramento do Rio Jaguaribe é o que vai embasar todas as ações de intervenção no Complexo Beira Rio e também em outras intervenções futuras da Prefeitura”, afirmou Benjamin. O trabalho envolve medições periódicas de nível, vazão, qualidade da água e sedimentos, com análise de indicadores como oxigênio dissolvido, turbidez, coliformes, fósforo e nitrogênio. Ao todo, são dez pontos de coleta e quatro estações de medição de vazão, incluindo áreas historicamente impactadas, como o chamado “rio morto”. Segundo Benjamin Maranhão, os dados já apontam variações na qualidade da água, com momentos de melhora associados à redução de poluentes orgânicos. No entanto, ele reconhece que ainda há desafios estruturais importantes, especialmente relacionados ao lançamento irregular de efluentes. “Existe responsabilidade da Cagepa (Companhia de Água e Esgoto da Paraíba) nessa poluição, e nós vamos ter que cobrar isso por conta das emissões irregulares e das ligações clandestinas em galerias pluviais”, destacou. O coordenador também defendeu ações combinadas de educação ambiental e fiscalização mais rigorosa. Parque linear com foco ambiental Outro destaque da entrevista foi a implantação de um parque linear em trecho de aproximadamente 2,5 km do Rio Jaguaribe, dentro da área do CBR. Diferente de modelos tradicionais, o projeto prioriza soluções baseadas na natureza. “Ninguém vai fazer aqui um calçadão ou uma via de acesso. O que será feito é um parque linear com permeabilidade, que vai ajudar no escoamento da água e proteger tanto a comunidade quanto o rio”, afirmou Benjamin. O coordenador geral do Programa João Pessoa Sustentável também adiantou que a proposta do Parque linear é evitar novas ocupações irregulares e reduzir riscos de enchentes, sem comprometer áreas sensíveis. “Esse é um parque linear diferente, porque preserva o rio. Não haverá supressão de vegetação nativa nem intervenção em áreas de preservação.” O espaço que será liberado com a retirada de moradias em áreas de risco será transformado em áreas permeáveis e de convivência, respeitando as características ambientais da região. Integração entre meio ambiente e inclusão social Ao longo da entrevista, Benjamin Maranhão reforçou que o Programa João Pessoa Sustentável tem como diferencial a integração entre políticas ambientais e sociais. “É um programa integrado, não só do ponto de vista ambiental, mas social, com a presença do poder público e equipamentos que garantam qualidade de vida, disse”. A expectativa, segundo ele, é que o projeto se torne referência nacional. “Eu acredito que será um case de sucesso para o Brasil inteiro.” Requalificação urbana e reassentamento Esses são alguns dos mais de 190 projetos do João Pessoa Sutentável. No Complexo Beira Rio, por exemplo, o Programa inclui obras de drenagem, esgotamento sanitário, urbanização e reassentamento de famílias em áreas de risco. O reassentamento, aliás, é um dos eixos mais sensíveis da iniciativa. De acordo com o Benjamin Maranhão, o processo está sendo conduzido com base em cadastramento prévio, diálogo com os moradores e foco na permanência das famílias na região. “São quase mil famílias que serão reassentadas, com um olhar social, mantendo essas pessoas próximas de onde já vivem. Seria uma tragédia retirar essas famílias para locais onde não querem estar. Houve preconceito contra a construção nos terrenos do Complexo Beira Rio, por estarem em uma área nobre. Mas o que estamos fazendo é valorizar a comunidade”, informou. Além das moradias, o Programa prevê a instalação de equipamentos públicos, como CRAS, centros de juventude e cidadania, unidades de saúde e ações integradas da Secretaria de Meio Ambiente. Impactos esperados As ações no Rio Jaguaribe e no Complexo Beira Rio consolidam um novo modelo de intervenção pública em João Pessoa, combinando planejamento técnico, inclusão social e preservação ambiental em uma mesma estratégia de desenvolvimento urbano., e devem resultar em:
Dinho Dowsley destaca avanço das obras do Parque Socioambiental do Roger durante visita técnica

O prefeito em exercício de João Pessoa, Dinho Dowsley, realizou uma visita técnica às obras do Parque Socioambiental do Roger e destacou o avanço da intervenção, que está entre os principais projetos de requalificação urbana em execução na capital paraibana. A obra segue em ritmo avançado e a previsão é que seja entregue à população ainda neste primeiro semestre. Durante a agenda, o gestor percorreu a área do futuro parque acompanhado pela equipe técnica responsável pelo projeto. A visita teve como objetivo acompanhar de perto o andamento das obras e avaliar o progresso das intervenções que vêm sendo realizadas no local. Dinho Dowsley ressaltou a importância da obra para a cidade e destacou a transformação do local. Segundo ele, a intervenção representa um marco na recuperação de uma área que, por muitos anos, esteve associada à degradação ambiental. “O que vemos hoje é uma área totalmente recuperada. Essa obra representa um avanço importante para João Pessoa e demonstra o compromisso da gestão municipal em investir em espaços públicos que promovam qualidade de vida”, afirmou o prefeito em exercício. O Parque Socioambiental do Roger está sendo implantado em uma área historicamente marcada por problemas ambientais, onde funcionou durante décadas o antigo lixão do bairro. O projeto promove a recuperação ambiental do território e a transformação do espaço em um grande equipamento público voltado ao lazer, à convivência e à valorização da paisagem urbana. Ao todo, o parque ocupará cerca de 21 hectares dentro de um território de aproximadamente 31 hectares, passando por um amplo processo de requalificação. Entre as estruturas previstas estão espaços de convivência, áreas de lazer e equipamentos urbanos, planejados para ampliar as opções de uso público e promover a integração da população com o ambiente natural recuperado. A implantação do parque integra as ações do Programa João Pessoa Sustentável, desenvolvido pela Prefeitura com apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). A iniciativa reúne projetos voltados à melhoria da infraestrutura urbana, sustentabilidade ambiental e inclusão social. Com a conclusão das obras, prevista para o fim deste primeiro semestre, o Parque Socioambiental do Roger deve se consolidar como um dos principais espaços públicos de lazer e convivência da capital paraibana, simbolizando a transformação de uma área antes degradada em um novo patrimônio ambiental da cidade.
Cícero Lucena recebe representantes do BID e destaca avanços do Programa João Pessoa Sustentável

O prefeito Cícero Lucena recebeu, nesta sexta-feira (13), no Centro Administrativo Municipal (CAM), em Água Fria, representantes do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a reunião de encerramento da missão de supervisão do Programa João Pessoa Sustentável. O encontro também contou com a presença do vice-prefeito Leo Bezerra, de coordenadores temáticos do programa, além do coordenador-geral e do coordenador-executivo da Unidade Executora do Programa (UEP). A missão técnica do BID iniciou na última terça-feira (10) e teve como objetivo acompanhar o andamento das ações financiadas pelo banco, com foco em projetos estruturantes como o Complexo Beira Rio, o Centro de Cooperação da Cidade (CCC) e o Parque Socioambiental do Roger. “É motivo de muita alegria quando a gente recebe a missão do BID para fazer avaliação do João Pessoa Sustentável e ver que já alcançamos mais de 78% da meta financeira e mais de 80% da execução física do projeto. São conquistas importantes não só na questão ambiental, mas também na área habitacional, tecnológica e na reorganização da Prefeitura com ferramentas que estão ajudando a gerir melhor o município”, destacou Cícero Lucena. Para o prefeito, uma das intervenções mais emblemáticas é o Parque Socioambiental do Roger, obra que está em estágio avançado. “Temos um carinho especial pelo Parque do Roger. Essa transformação começou lá atrás (1997) e finalmente estamos entregando uma mudança completa para a cidade. Faz parte da minha vida e é motivo de muita alegria ver esse projeto tomando forma”, relatou. Transparência e cooperação internacional – Para o coordenador-geral do programa João Pessoa Sustentável, Benjamin Maranhão, a visita técnica reforça o compromisso da Prefeitura com a transparência na aplicação dos recursos públicos. “Essa missão mostra a integração que existe entre o Município e um organismo internacional de financiamento tão importante como o BID. É fundamental que o banco acompanhe a execução do programa. São recursos públicos substanciais que exigem monitoramento constante, além das orientações técnicas”, explicou. Benjamin Maranhão destacou ainda que o acompanhamento envolve diversos aspectos da execução do projeto. “Há uma preocupação muito grande com as áreas social e ambiental, com a segurança do trabalho nas obras, com a qualidade dos serviços e até com o planejamento do pós-entrega dos equipamentos. É um aprendizado importante com técnicos altamente qualificados”, acrescentou. Próximas entregas – O coordenador-executivo do programa, Vitor Cavalcante, celebrou a missão e afirmou que o foco agora é concluir as obras e entregar os equipamentos à população. “Ficamos muito felizes com esse final de missão, em que o BID aponta os avanços que o Programa João Pessoa Sustentável tem alcançado ao longo dos últimos anos. Temos desafios, como a entrega de empreendimentos importantes, como o Complexo Beira Rio e o Parque Socioambiental do Roger, mas já podemos olhar para essa caminhada e ver o quanto conseguimos beneficiar tantas famílias”, destacou. As primeiras entregas devem ocorrer ainda neste primeiro semestre. “Estamos trabalhando para iniciar as entregas do habitacional e também do Parque Socioambiental do Roger nos próximos meses, consolidando os resultados do programa”, adiantou Vitor Cavalcante. Marco urbano e social – Chefe da missão do BID, o especialista em desenvolvimento urbano e habitação Jason Hobbs ressaltou a evolução das iniciativas estruturantes implementadas na capital paraibana. “Temos uma parceria de longa data com João Pessoa desde a iniciativa de cidades emergentes, quando foram identificados vários desafios urbanos, fiscais e ambientais. Depois de todos esses anos, é muito positivo ver que o município segue avançando nessas frentes”, celebrou. “A transformação da área onde está sendo implantado o Parque do Roger representa um exemplo significativo de requalificação urbana. A história do parque é um marco histórico. Era uma área onde famílias viviam em condições muito precárias e agora está sendo convertida em um grande espaço ambiental que beneficiará a população, inclusive as pessoas reassentadas. Não vemos esse tipo de transformação em todos os lugares onde trabalhamos”, complementou Jason Hobbs. A missão do BID também incluiu visitas técnicas a obras habitacionais, intervenções em encostas e reuniões de avaliação sobre planejamento, gestão financeira e salvaguardas socioambientais do programa. O Programa João Pessoa Sustentável é financiado pelo BID e reúne um conjunto de ações voltadas à melhoria da infraestrutura urbana, habitação, inovação na gestão pública e sustentabilidade ambiental na capital paraibana. O investimento é de U$ 159,4 milhões, com contrapartida da Prefeitura de João Pessoa.
Cícero Lucena entrega 26 escrituras e consolida investimento de R$ 12,4 milhões em Habitação Social

O prefeito Cícero Lucena entregou, na manhã desta quinta-feira (15), 26 escrituras referentes à modalidade de ‘Compra Assistida’. O evento, que marcou um novo avanço na política habitacional doMunicípio, foi realizado no prédio do Centro de Cooperação da Cidade, no bairro do Altiplano. Com esta nova entrega, o Programa João Pessoa Sustentável ultrapassa a marca de 108 famílias beneficiadas, consolidando um investimento de R$ 12,4 milhões em Habitação Social. “Aqui é um modelo criativo, mas de uma ação e de um alcance social muito grande. Essas pessoas viviam em áreas de risco no Complexo Beira Rio e aqui passam a ter o seu imóvel com escritura definitiva. Outro detalhe importante da grandeza desse programa é que são eles que escolhem os imóveis, ou seja, não é uma imposição do poder público, pelo contrário, é uma facilitação do poder público para melhorar a vida das pessoas”, destacou Cícero Lucena. A ‘Compra Assistida’ é uma política pública de reassentamento baseada na segurança habitacional, dignidade e inclusão social das famílias residentes em áreas de risco, especialmente no Complexo Beira Rio. O mecanismo permite que as famílias tenham a autonomia de escolher o novo imóvel, assegurando segurança e dignidade. Cada família pode adquirir um imóvel no valor de até R$ 115 mil, com acompanhamento e apoio integral da Prefeitura. “No total, já vamos em 400 famílias beneficiadas, não só no Programa João Pessoa Sustentável, como também na Secretaria Municipal de Habitação, por exemplo, no bairro São José. Esse é um retrato de como a Prefeitura de João Pessoa trata seus cidadãos, com dignidade, respeito e amor”, afirmou o vice-prefeito Leo Bezerra. De acordo com o coordenador executivo do Programa João Pessoa Sustentável, Vitor Cavalcante, a meta final do programa é beneficiar 171 famílias com este mecanismo de reassentamento. Ele também ressaltou que o eixo social do Programa, que teve destaque em 2025, é fundamental para o sucesso da iniciativa. “As famílias do Complexo Beira Rio vão receber, além do Compra Assistida, 747 apartamentos que nós estamos fazendo ali na Avenida Beira Rio. Além de 28 apartamentos que vão ser construídos no Santa Clara. Já as famílias que não estão em área de risco, nós estamos fazendo também a regulação fundiária. São 1300 escrituras que serão entregues para as famílias que vão ficar, além da urbanização das 8 comunidades, com construção de um parque linear”, explicou. A‘Compra Assistida’ é uma política pública de reassentamento baseada na segurança habitacional, dignidade e inclusão social das famílias residentes em áreas de risco, especialmente no Complexo Beira Rio. O mecanismo permite que as famílias tenham a autonomia de escolher o novo imóvel, assegurando segurança e dignidade. Cada família pode adquirir um imóvel no valor de até R$ 115 mil, com acompanhamento e apoio integral da Prefeitura.De acordo com o coordenador executivo do Programa João Pessoa Sustentável, Vitor Cavalcante, a meta final do programa é beneficiar 171 famílias com este mecanismo de reassentamento. Ele também ressaltou que o eixo social do Programa, que teve destaque em 2025, é fundamental para o sucesso da iniciativa. Ainda no âmbito do eixo social, o Programa João Pessoa Sustentável firmou um importante Termo de Cooperação Técnica e Científica com a UNINASSAU João Pessoa/PB. A parceria, formalizada com a presença da Reitora Érica Norimar Goncalves Pacheco e do Coordenador Acadêmico Felipe de Souza Tomé, tem como foco principal a oferta de apoio e atendimento psicológico e psicossocial às famílias beneficiadas pelo programa, por meio do Curso de Psicologia e da Clínica Escola da instituição. A iniciativa visa promover a saúde mental e o bem-estar dos moradores impactados pelas intervenções urbanas, integrando a expertise acadêmica ao desenvolvimento social da capital. Famílias beneficiadas – As 26 novas escrituras foram entregues para famílias das oito comunidades do Complexo Beira Rio: Tito Silva, São Rafael, Santa Clara, Miramar, Vila Tambauzinho, Cafofo Liberdade, Brasília de Palha e Padre Hildon Bandeira. Uma dessas pessoas foi a doméstica Edneide Costa Barbosa. Ela morava na comunidade Padre Hildon Bandeira e agora realizou o sonho da casa própria com um apartamento novo no João Paulo II. “Era muito ruim onde eu morava, porque a minha casa sempre enchia de água e era de risco. Mas agora é um sonho realizado. Moro com meu filho e minha nora num apartamento novinho. É um verdadeiro presente de Deus”, disse. O artista de rua Bruno Henzo Cabral Meireles, que morava na comunidade Santa Clara e se mudou para um apartamento no bairro do Ernesto Geisel, também recebeu a escritura das mãos do prefeito Cícero Lucena. “Eu morava numa barreira em que a cada vez que chovia a gente não sabia se ia acordar com tudo alagado, se a barreira ia ceder. Era sempre esse drama. E hoje a gente pode dormir tranquilo nos nossos apartamentos e pode voltar a sonhar”, relatou. Edição: Lilian Moraes
João Pessoa Sustentável 2025: uma retrospectiva de transformação urbana e dignidade humana

O ano de 2025 consolidou o Programa João Pessoa Sustentável (PJPS) como o maior projeto de desenvolvimento urbano integrado da capital paraibana. Com um investimento total de US$ 159,4 milhões, sendo US$ 100 milhões financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e US$ 59,4 milhões em contrapartida da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), o Programa avançou significativamente em seus objetivos de promover o desenvolvimento urbano focado na sustentabilidade e no fortalecimento da gestão pública municipal O aspecto social do PJPS, especialmente no Complexo Beira Rio, foi o que mais se destacou em 2025. O Programa ultrapassou a marca de 100 famílias beneficiadas pela modalidade de Compra Assistida, um mecanismo de reassentamento que permite às famílias de áreas de risco escolherem um novo imóvel, garantindo-lhes segurança e autonomia. “O Programa João Pessoa Sustentável ultrapassa a marca das 100 unidades habitacionais entregues por meio da Compra Assistida… São pessoas que viviam em áreas de risco, em condições de vulnerabilidade, e que agora têm um lar com toda a infraestrutura necessária. Elas mesmas escolhem o imóvel, e a Prefeitura realiza a compra, garantindo não só um novo endereço, mas dignidade, segurança e um bem que poderá ser deixado como herança para seus filhos”, avaliou Vitor Cavalcante, coordenador executivo do PJPS. Maria de Lourdes, ex-moradora da comunidade Tito Silva, não segurou a emoção de receber a chave da nova casa: “foram anos de luta e espera, mas hoje é um sonho realizado. Eu perdi tudo com as chuvas e agora tenho meu apartamento, graças a Deus e a toda equipe que me ajudou”, agradeceu. A segurança e a esperança de um futuro melhor também foram sentimentos compartilhados por Rafael Silva de Santana, que deixou uma área de risco na Comunidade Santa Clara. “Eu morava numa área perigosa, sempre com medo de deslizamentos. Hoje estou tranquilo, com minha chave na mão. É um trabalho muito bom, que traz segurança para a gente e para nossa família”, celebrou. Além da Compra Assistida, o Programa João Pessoa Sustentável avançou na construção de 747 novas unidades habitacionais no Complexo Beira Rio, com previsão de entrega para o início de 2026, e alcançou a marca de 99% de mulheres chefes de família beneficiadas com a titularidade de seus imóveis, um avanço crucial para a segurança patrimonial feminina. Os avanços sociais se estenderam ao desenvolvimento comunitário. O PJPS impulsionou a empregabilidade local, oferecendo cursos de qualificação, como os de manicure, pedicure e pintura, por meio do Programa Mulheres Mil, uma parceria com a Universidade Federal da Paraíba (UFPB). E mais: “mulheres que concluíram o curso de pintura foram contratadas pelas construtoras responsáveis pelas obras dos conjuntos habitacionais, criando um ciclo virtuoso de capacitação e geração de renda”, lembrou Vitor Cavalcante. O rio Jaguaribe e a reconexão histórica da cidade Um dos pilares conceituais do Programa é a recuperação da relação da cidade com seus recursos naturais. Por isso, o João Pessoa Sustentável investe na requalificação do rio Jaguaribe, monitorando qualidade e vazão da água, além dos pontos de poluição. Os dados coletados serão essenciais para políticas de recuperação deste que é um patrimônio natural da cidade; Um Parque Linear de 2,5 km de extensão será implantado na região que abrange o Complexo Beira Rio e servirá como uma grande área verde para dar vazão à água do rio, prevenindo alagamentos e ocupações irregulares. Mais do que uma obra de infraestrutura, o projeto busca despertar o sentimento de apropriação, compreensão e importância do rio Jaguaribe para a cidade. A entrega do Parque Linear incluirá a urbanização das comunidades adjacentes, com pavimentação, drenagem, água, esgoto e iluminação, integrando-as de forma segura e digna ao tecido urbano. Do Lixão ao lazer: o Parque Socioambiental do Roger Outro marco de 2025 foi o avanço na transformação do antigo Lixão do Roger, desativado em 2003, no Parque Socioambiental do Roger. O projeto, que revitalizará 309.000 m² da área, simboliza a conversão de um passivo ambiental em um ativo urbano de grande valor. A obra está dividida em duas fases: a primeira, de recuperação ambiental (85% concluída), e a segunda, de implantação do parque (19% concluída), com previsão de término para abril de 2026. O paisagismo do futuro parque contará com soluções inovadoras de conforto térmico e obras de arte, inspiradas em visitas técnicas a programas de sucesso como o PROSAMIM+ de Manaus. O Parque Socioambiental do Roger será um espaço multifuncional, com áreas de lazer, recreação, proteção ambiental e setores dedicados à produtividade e profissionalização, atendendo não apenas a população do entorno, mas toda a cidade. Modernização da gestão e inclusão digital Paralelamente às obras de infraestrutura, o PJPS investiu na modernização da gestão pública. O Centro de Cooperação da Cidade (CCC) foi concluído e vai passar a monitorar, em 2026, a cidade de João Pessoa 24 horas por dia, integrando dados urbanos para agilizar emergências e otimizar a resposta a desastres. Na área fiscal, a modernização do sistema tributário, incluindo a atualização da Planta Genérica de Valores (PGV), gerou um retorno de R$ 67 milhões na primeira etapa, com a previsão de um aumento de 27,9% na arrecadação, garantindo recursos para novos investimentos. Por fim, o Programa promoveu a inclusão digital com o projeto João Pessoa Conectada, que está instalando Wi-Fi gratuito em praças, prédios públicos e comunidades, conectando a população e facilitando o acesso a serviços e informações. O ano de 2025 termina com o Programa João Pessoa Sustentável deixando um legado de sustentabilidade e cidadania para a capital paraibana e entra em 2026 no caminho certo para cumprir sua meta de desenvolvimento urbano integrado. Da segurança habitacional garantida pela Compra Assistida e pela entrega próximas dos habitacionais da Beira Rio à recuperação histórica do Rio Jaguaribe e à transformação do Lixão do Roger, o PJPS está redefinindo a paisagem e a qualidade de vida em João Pessoa. Os avanços não são apenas números em relatórios, mas histórias de vidas transformadas, como as de Maria de Lourdes e Rafael Silva, que encontram na dignidade da moradia o alicerce para um futuro
João Pessoa Sustentável ultrapassa a marca das 100 unidades habitacionais entregues por meio da Compra Assistida

A Prefeitura Municipal de João Pessoa, por meio do Programa João Pessoa Sustentável, alcançou a marca das 102 casas entregues por meio da Compra Assistida, uma modalidade de reassentamento voltada para as famílias de áreas de risco no Complexo Beira Rio. Mais do que a realização de um sonho, essa é a certeza de moradia digna e segura para quem precisa e a consolidação do compromisso da gestão municipal com a promoção de direitos e da qualidade de vida para as famílias reassentadas. Maria de Lourdes, antiga moradora da comunidade Tito Silva, não escondeu a emoção a entrar na casa que agora é dela, de papel passado: “foram anos de luta e espera, mas hoje é um sonho realizado. Eu perdi tudo com as chuvas e agora tenho meu apartamento, graças a Deus e a toda a equipe que me ajudou”, contou, segurando a chave do imóvel escolhido por ela no bairro Jardim Cidade Universitária, na região sul. Thaynara Batista, filha de Lourdes, também celebrou a nova conquista e deu um conselho às famílias que estão cadastradas no Programa João Pessoa Sustentável: “o que a gente tem a dizer é que quem está na Compra Assistida ou no auxílio-aluguel não desista. Insista, porque no final vai dar certo, assim como deu pra gente. Foi um processo longo, mas no fim tudo deu certo, e a gente só tem a agradecer”. No bairro Gramame, o beneficiado Rafael Silva de Santana também festejou a nova fase da vida, após deixar uma área de risco na Comunidade Santa Clara: “eu morava numa área perigosa, sempre com medo de deslizamentos. Hoje estou tranquilo, com minha chave na mão. É um trabalho muito bom, que traz segurança para a gente e para nossa família”, disse. “Chegamos a mais de 100 famílias beneficiadas com a Compra Assistida. São pessoas que viviam em áreas de risco, em condições de vulnerabilidade, e que agora têm um lar com toda a infraestrutura necessária. Elas mesmas escolhem o imóvel, e a Prefeitura realiza a compra, garantindo não só um novo endereço, mas dignidade, segurança e um bem que poderá ser deixado como herança para seus filhos”, destacou Vitor Cavalcante, secretário executivo do Programa João Pessoa Sustentável. O Secretário de Gestão Governamental de João Pessoa, Rougger Guerra, também ressaltou o impacto social da iniciativa: “é um trabalho que transforma vidas. Essas famílias construíram suas casas com muito esforço e precisaram sair por motivo de segurança. Nesses casos, o Programa garante primeiro o auxílio emergencial e, depois, realiza a compra assistida, para que a família escolha onde quer recomeçar. Isso é cidadania e respeito à dignidade humana”, afirmou. As entregas fazem parte do conjunto de ações de reassentamento promovidas pelo Programa João Pessoa Sustentável, que atua nas oito comunidades do Complexo Beira Rio: Tito Silva, Santa Clara, São Rafael, Padre Hildon Bandeira, Miramar, Vila Tambauzinho, Brasília de Palha e Cafofo Liberdade. As famílias contempladas foram removidas de áreas classificadas como de alto risco pela Defesa Civil e, após um período recebendo auxílio emergencial habitacional no valor de R$ 500 reais, tiveram a oportunidade de escolher a casa nova dentro dos padrões definidos pelo Programa para que João Pessoa seja uma cidade cada vez mais justa, inclusiva e resiliente. Fotos: Assessoria
Transformação urbana: paisagismo do Parque do Roger contará com soluções inovadoras de conforto térmico e obras de arte

A equipe da Coordenação de Aspectos Urbanos do Programa João Pessoa Sustentável (PJPS) se reuniu nesta quarta-feira (01), na sede da Unidade Executora, no João Agripino, com representantes da Secretaria de Meio Ambiente (SEMAM) e do Consórcio Jampa Sustentável, empresa supervisora de obras, para discutir o projeto de paisagismo do futuro Parque Socioambiental do Roger. O encontro foi pautado com base em recente visita técnica ao Programa de Saneamento dos Igarapés de Manaus (PROSAMIM+), no Amazonas, um programa com quase 20 anos de experiência e também financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que serviu de inspiração para a equipe paraibana. O foco da discussão foi a aplicação de soluções inovadoras que possam aliar funcionalidade, conforto térmico e apelo visual ao novo Parque. Juliane Ataíde, coordenadora de Aspectos Ambientais do PJPS, destacou a importância da troca de experiências. “A visita ao Prosamim serve de referência, inclusive para aplicação de instrumentos de conforto térmico, obras de arte e passeios que façam com que a população tenha vontade de estar no parque”, afirmou. Ela mencionou a possibilidade de incluir estruturas metálicas e até um orquidário no projeto, ideias que surgiram a partir da observação das soluções adotadas em Manaus. O PROSAMIM+ é reconhecido por suas intervenções em áreas de igarapés, promovendo saneamento básico, reassentamento de famílias e a criação de novos espaços de convivência e mobilidade urbana. As boas práticas e experiência acumulada pelo programa amazonense, que já está em sua quarta fase, foi vista como um valioso aprendizado pela equipe do PJPS. “A ideia é que a gente consiga trazer o máximo de características do que a gente viu lá no Prosamim. Temos que ver como pode ser contemplado nos contratos essas adaptações e com parceria com as outras secretarias, mas a gente veio com a ideia de melhorar todas as obras”, disse André Luiz Bezerra da Silva, supervisor Ambiental do Consórcio que supervisiona as obras. O Parque Socioambiental do Roger é uma das principais obras do Programa João Pessoa Sustentável, que conta com um investimento total de US$ 159,4 milhões, sendo US$ 100 milhões do BID e US$ 59,4 milhões de contrapartida da prefeitura. O Programa abrange diversas frentes, desde a construção de conjuntos habitacionais, como o Complexo Beira Rio, até a modernização da gestão pública municipal. Para a SEMAM, que será responsável pela gestão do novo equipamento, a iniciativa representa um marco na recuperação de áreas degradadas e na oferta de espaços de lazer para a população. Pedro Henrique Caetano das Flores, engenheiro ambiental da Secretaria, enfatizou o potencial do Parque. “Esse, sem dúvida, vai contemplar um espaço de grande proporção, onde vão ter vários espaços onde as pessoas vão poder contemplar a beleza natural do lugar e fazer as suas atividades de lazer, de bem-estar”, declarou. O Parque Socioambiental do Roger O Parque Socioambiental do Roger será implantado na área do antigo Lixão do Roger, localizado nas proximidades do centro urbano de João Pessoa. O Lixão funcionou durante 40 anos como depósito de resíduos sólidos domiciliares e de limpeza urbana, tendo suas atividades encerradas em 2003, após a construção do Aterro Sanitário Metropolitano, no primeiro mandato do prefeito Cícero Lucena. A recuperação ambiental da área está dividida em duas fases. A primeira fase, já em execução, tem valor contratado de R$ 23.079.198,10. Esta etapa contempla a recuperação ambiental com contenção periférica e drenagem perimetral de lixiviados, drenagem passiva de biogás, modelagem geométrica do maciço, rede viária interna do parque com ciclovia e calçada, rede de drenagem de águas pluviais e iluminação pública. A segunda fase abrange as obras do parque propriamente dito, está orçada em R$ 29.254.017,05. O Parque terá 21 hectares de área utilizável, considerando a necessidade de preservação dos espaços de mangue e estudos hidrológicos e de mudanças climáticas para a região. A área total do projeto é de 31 hectares. O Parque Socioambiental será um espaço de proteção ambiental, lazer, recreação e aprendizado, dividido em sete setores principais: Administrativo, Produtividade e Profissionalização, Jogos e Campeonatos, Lazer contemplativo e Trilhas, Parque Infantil, Artes e Cultura e Proteção Ambiental. A primeira fase do Parque está prevista para ser entregue no fim deste ano; a segunda, até março de 2026. Será um marco na revitalização urbana de João Pessoa, transformando uma área degradada em um espaço multifuncional que atenderá às necessidades não só da população do entorno, mas de toda a cidade.
João Pessoa Sustentável visita PROSAMIN+ de Manaus para aprimorar ações do Programa

Nada como uma boa troca de experiências para acelerar o desenvolvimento de uma cidade. Com esse objetivo, parte da equipe do Programa João Pessoa Sustentável (PJPS) está em Manaus/AM para um intercâmbio técnico com o Programa de Saneamento dos Igarapés de Manaus (PROSAMIN+), ambos financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Todavia, o PROSAMIN+ foi iniciado em 2006 com foco em saneamento básico e no reassentamento de famílias que viviam em palafitas à beira de igarapés e, desde o início, tem realocado essas famílias para novas moradias, com a extensão da rede de esgoto e a criação de novos parques e vias urbanas para melhorar a mobilidade da cidade. De acordo com o coordenador Executivo do PJPS, Vitor Cavalcante, o intercâmbio é crucial por se tratar de ações semelhantes às que estão sendo implementadas em João Pessoa. “É importante beber da fonte de quem há quase 20 anos executa esse Programa, com seus erros e acertos. Bom também vermos que estamos no caminho certo, reassentando famílias que estão em áreas de risco, bem como construindo e entregando novos parques, aprendendo a cada dia com os nossos desafios”, destacou. O coordenador de Aspectos Urbanos, Caio Mário, ressaltou que a troca de experiências é um aprendizado valioso. “Eles estão bem mais à frente da gente, estão indo para o quarto Programa consecutivo com o Banco, então eles têm mais de 20 anos já de execução junto a financiamento internacional. A gente já tenta, em cima da expertise que eles estão passando pra gente, se antecipar a problemas que ainda podem vir”, explicou. Ele acrescentou que a equipe de João Pessoa visitou obras de diferentes fases do PROSAMIN+, notando a evolução nas tipologias e nas soluções inovadoras aplicadas. Juliane Athaíde, coordenadora de Aspectos Ambientais, elogiou a integração da equipe de Manaus: “a equipe é super integrada, pois boa parte está trabalhando junto ao BID desde 2006. Logo, a troca de experiências está sendo bem valiosa para a equipe da UEP, através das reuniões de intercâmbio”, disse. A coordenadora de Aspectos Sociais, Joelma Medeiros, complementou que a experiência do PROSAMIN+, em sua quarta versão, “nos subsidia para as frentes do Programa e os desafios de pós-ocupação, norteando futuras ações”, afirmou. Programa João Pessoa Sustentável (PJPS) O PJPS, também financiado pelo BID, tem como objetivo principal promover o desenvolvimento urbano sustentável, fortalecendo o planejamento e a gestão pública municipal. O investimento total é de US$ 159,4 milhões, sendo US$ 100 milhões financiados pelo BID e US$ 59,4 milhões em contrapartida da Prefeitura de João Pessoa. Os projetos habitacionais do Programa, como os conjuntos do Complexo Beira Rio (CBR), com 747 apartamentos, são pensados para levar conforto, segurança e economia aos futuros moradores. Eles aproveitam iluminação natural e ventilação cruzada, o que permite uma redução de até 20% nos custos de água e energia. Os conjuntos ainda contam com equipamentos comunitários como creches e centros de referência de assistência social (CRAS). O Programa inclui a melhoria da infraestrutura das comunidades, com obras de contenção e a implantação de um Parque Linear para auxiliar no escoamento das águas da chuva e evitar alagamentos no rio Jaguaribe, além de novas ocupações irregulares. A recuperação ambiental do antigo Lixão do Roger integra o pacote de ações, com um valor estimado de R$ 25,5 milhões para a primeira fase, também faz parte do escopo do PJPS. Outras frentes incluem o desenvolvimento social das comunidades, com capacitação profissional e inclusão no mercado de trabalho dos moradores do CBR. Há um foco especial nas mulheres, que vêm passando por vários cursos promovidos com auxílio de parceiros como Senac, Nassau, e as próprias construtoras contratadas pelo Programa, que as estão absorvendo. Ainda: a melhoria da gestão pública, com a modernização de sistemas de planejamento e tecnologia, como a aquisição de computadores e a implementação de dois novos Data Centers.
Equipe do João Pessoa Sustentável visita Manaus para aprimorar ações do programa

Nada como uma boa troca de experiências para acelerar o desenvolvimento de uma cidade. Com esse objetivo, parte da equipe do Programa João Pessoa Sustentável (PJPS) está em Manaus (AM), até esta quinta-feira (25), para um intercâmbio técnico com o Programa Social e Ambiental de Manaus e Interior (Prosamin+), ambos financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O Prosamin+ foi iniciado em 2006 com foco em saneamento básico e no reassentamento de famílias que viviam em palafitas à beira de igarapés e, desde o início, tem realocado essas famílias para novas moradias, com a extensão da rede de esgoto e a criação de novos parques e vias urbanas para melhorar a mobilidade da cidade. De acordo com o coordenador executivo do PJPS, Vitor Cavalcante, o intercâmbio é crucial por se tratar de ações semelhantes às que estão sendo implementadas em João Pessoa. “É importante beber da fonte de quem há quase 20 anos executa esse programa, com seus erros e acertos. Bom também vermos que estamos no caminho certo, reassentando famílias que estão em áreas de risco, bem como construindo e entregando novos parques, aprendendo a cada dia com os nossos desafios”, destacou. O coordenador de Aspectos Urbanos, Caio Mário, ressaltou que a troca de experiências é um aprendizado valioso. “Eles estão bem mais à frente da gente, estão indo para o quarto programa consecutivo com o BID, então eles têm mais de 20 anos já de execução junto a financiamento internacional. A gente já tenta, em cima da expertise que eles estão passando pra gente, se antecipar a problemas que ainda podem vir”, explicou. Ele acrescentou que a equipe de João Pessoa visitou obras de diferentes fases do Prosamin+, notando a evolução nas tipologias e nas soluções inovadoras aplicadas. Juliane Athaíde, coordenadora de Aspectos Ambientais, elogiou a integração da equipe de Manaus. “A equipe é super integrada, pois boa parte está trabalhando junto ao BID desde 2006. Logo, a troca de experiências está sendo bem valiosa para a equipe da UEP, através das reuniões de intercâmbio”, disse. A coordenadora de Aspectos Sociais, Joelma Medeiros, complementou que “a experiência do Prosamin+, em sua quarta versão, nos subsidia para as frentes do programa e os desafios de pós-ocupação, norteando futuras ações”, afirmou. Programa João Pessoa Sustentável – O PJPS, também financiado pelo BID, tem como objetivo principal promover o desenvolvimento urbano sustentável, fortalecendo o planejamento e a gestão pública municipal. O investimento total é de US$ 159,4 milhões, sendo US$ 100 milhões financiados pelo BID e US$ 59,4 milhões em contrapartida da Prefeitura de João Pessoa. Os projetos habitacionais do programa, como os conjuntos do Complexo Beira Rio (CBR), com 747 apartamentos, são pensados para levar conforto, segurança e economia aos futuros moradores. Eles aproveitam iluminação natural e ventilação cruzada, o que permite uma redução de até 20% nos custos de água e energia. Os conjuntos ainda contam com equipamentos comunitários como creches e centros de referência de assistência social (Cras). O programa inclui a melhoria da infraestrutura das comunidades, com obras de contenção e a implantação de um parque linear para auxiliar no escoamento das águas da chuva e evitar alagamentos no Rio Jaguaribe, além de novas ocupações irregulares. A recuperação ambiental do antigo Lixão do Roger integra o pacote de ações, com um valor estimado de R$ 25,5 milhões para a primeira fase, também faz parte do escopo do PJPS. Outras frentes incluem o desenvolvimento social das comunidades, com capacitação profissional e inclusão no mercado de trabalho dos moradores do CBR. Há um foco especial nas mulheres, que vêm passando por vários cursos promovidos com auxílio de parceiros como Senac, Uninassau, e as próprias construtoras contratadas pelo programa. Há ainda a melhoria da gestão pública, com a modernização de sistemas de planejamento e tecnologia, como a aquisição de computadores e a implementação de dois novos data centers.