Festival ocupa Parque das Três Ruas e Praça da Paz com arte, reflexão e mobilização neste domingo

O Parque Linear das Três Ruas e a Praça da Paz, no bairro dos Bancários, serão palco do Festival 8 de Março, evento multicultural que celebra o Dia Internacional da Mulher neste domingo (8). A programação reúne apresentações artísticas, oficinas, atividades para crianças e uma caminhada simbólica pelas ruas do bairro. A proposta do festival é promover reflexão, cultura e mobilização social em torno dos direitos das mulheres, ocupando o espaço público com atividades abertas à população. A programação começa às 15h, no Recanto das Crianças do Parque das Três Ruas, e segue ao longo da tarde com intervenções artísticas, performances, aulas abertas e atividades para famílias. Em seguida, por volta das 17h40, o público participa da Caminhada pela Vida das Mulheres, que sairá do parque em direção à Praça da Paz, onde acontece o encerramento musical do evento. Os dois equipamentos públicos são geridos pela Prefeitura de João Pessoa, por meio da Diretoria de Parques e Áreas Verdes da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), com o apoio do Comitê Gestor do Parque das Três Ruas. Para o presidente do Comitê Gestor, João Eduardo, a realização do festival reforça a importância dos espaços públicos como locais de convivência e expressão cultural. “Fico feliz em ver este espaço público sendo utilizado para valorizar a força, a voz e os direitos das mulheres, fortalecendo o diálogo e o respeito na nossa sociedade. O parque estará sempre aberto para iniciativas que promovam cultura, inclusão e dignidade humana”, afirmou. Francisca Vânia Rocha Nóbrega, gestora da Biblioteca ao Ar Livre Anayde Beiriz – e também presidente da Academia Paraibana de Poesia -, destaca a relevância do espaço cultural do Parque das Três Ruas, especialmente das gelatecas, um dos pontos da programação do Festival. “Teremos cordéis femininos exaltando as mulheres, cantoras, contadoras de histórias e atividades paralelas para crianças. Esse espaço das gelatecas ao ar livre é um lugar maravilhoso para momentos como esse, de reflexão, de visibilidade feminina, de dar voz e vez às mulheres. Enquanto representante da escrita feminina, muito me orgulho em fazer parte e ser uma das dirigentes das gelatecas”, ressaltou. Solidariedade, diálogo e enfrentamento à violência – Segundo a produção do festival, durante toda a programação também haverá arrecadação de absorventes e itens de higiene íntima, que serão destinados as mulheres da Comunidade do Aratu. A produção do evento explica que o festival é fruto de uma construção coletiva de movimentos sociais e grupos feministas. De acordo com Marina Blank, integrante da organização, a mobilização busca dialogar com a sociedade por meio de diferentes linguagens culturais. “O Movimento de Mulheres e Feministas da Paraíba é um grande grupo organizado coletivamente por diversas entidades feministas. O nosso mote para 2026 traz bastante do que nos motiva a construir esta mobilização no dia 8 de março: ‘Paraíba com mulheres vivas, livres e unidas pela democracia e soberania dos povos’. Vamos ocupar os espaços públicos para defender nossos direitos, principalmente o de estarmos vivas, diante de um cenário de crescimento da violência contra as mulheres no nosso Estado e no país. Esse enfrentamento também deve envolver os homens, porque o machismo mata mulheres e também adoece a própria sociedade.” Ela explica ainda que o festival pretende aproximar diferentes gerações e ampliar o diálogo sobre direitos das mulheres. “O diálogo com o público será a partir de linguagens diversas, porque fazer arte também é fazer política. Nossas falas serão combinadas com performances, música, poesia, dança, yoga, cordel, palhaçaria, batuque e intervenções visuais.” A escolha do local também levou em consideração a presença de famílias que frequentam o parque aos fins de semana. Por isso, parte da programação foi pensada especialmente para o público infantil, com atividades educativas, contação de histórias, brincadeiras e oficinas criativas. Serviço: Festival 8 de Março Data: domingo (8) Horário: a partir das 15h Entrada: gratuita e aberta ao público Abertura cultural Local: Biblioteca ao Ar Livre Anayde Beiriz – Recanto das Crianças, Parque das Três Ruas; 15h10 – Performance de Maria Betânia; 15h22 – Boas-vindas com Marina Blank, Gláucia Lima, Verônica Lourenço e Maria Betânia; 15h27 – Aula de dança “Passos de Afeto”, com Klau; 15h44 – Performance de Verônica Lourenço; 15h56 – Cordel Heroínas Negras Brasileiras, com Mulheres em Cena; 16h08 – Performance Marias de uma mesma violência, com Thâmara Duarte; 16h20 – Aula aberta de yoga acessível, com Kátia Bond; 16h37 – Performance de palhaçaria, com Sofia Raick; 16h49 – Sarau com Isadroga; 17h01 – Sarau com Clareanna Santana; 17h13 – Performance Corpo Mulher, com Renálide Carvalho; 17h25 – Performance Dias Mulheres Virão, com Mayra e Eleonora Montenegro. Atividades paralelas para o público infantil: Oficina de cartazes; pintura de mural com Rayssa Medeiros e Fany Miranda; ciranda das crianças; capoeira com Rudá; yoga infantil com Mônica e Ruth, contação de histórias com o projeto Bibliosolidários; oficina de construção de cartazes e instrumentos recicláveis. 17h15 – Apresentação de mágica com Vovó Maria. Caminhada pela Vida das Mulheres Horário: 17h40 – O cortejo sairá do Recanto das Crianças, no Parque das Três Ruas, seguindo pela Rua Tubal da Silva Brandão até a Praça da Paz. A caminhada será acompanhada pelos grupos de percussão Baque Mulher e Batuqueiras Independentes. Programação cultural Local: Anfiteatro da Praça da Paz 18h – Recepção da caminhada com Gláucia Lima; 18h15 – Show de Eliane Marrom e Carolina Vieira; 18h30 – Show de Banda Meu Quintal; 18h45 – Show de Cida Alves; 19h – Show de Ruanna; 19h15 – Show de Lua Isa; 19h30 – Show de Olívia Dória; 19h45 – Show de Vitória Ohara; 20h – Encerramento do festival Local 1: Recanto das Crianças – Parque das Três Ruas Endereço: Rua Bancário Waldemar de Mesquita Accioly (próximo à quadra de basquete), Bancários Local 2: Praça da Paz
Prefeitura avança na produção de mudas nativas e amplia restauração de áreas degradadas

A produção de mudas de árvores nativas da Mata Atlântica segue fortalecendo as ações de recomposição de áreas degradadas, plantio urbano e restauração ecológica em João Pessoa. O trabalho é desenvolvido pela Prefeitura, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), dentro do Programa João Pessoa + Verde. A iniciativa fortalece a política ambiental do Município e amplia os espaços verdes da Capital. No início de 2026, o processo de produção de mudas apresentou desempenho moderado, em razão das elevadas temperaturas sazonais e do aumento do índice de mortalidade vegetal, típico deste período. Ainda assim, conforme dados repassados pelos técnicos da Divisão de Arborização, somente no mês de janeiro foram produzidas aproximadamente 500 mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, como ipê branco, ipê de jardim e espécies frutíferas, a exemplo da pinheira, assegurando a continuidade do estoque destinado às ações do Programa João Pessoa + Verde. O secretário de Meio Ambiente, Welison Silveira, ressaltou que o programa consolida e amplia as estratégias ambientais do Município, integrando ações de arborização urbana, recuperação de áreas degradadas e enfrentamento às mudanças climáticas. “É importante manter o compromisso com a arborização da cidade, que contribui com a mitigação da elevação das temperaturas, também com a biodiversidade de fauna e da flora, contribuindo assim para atingir os nossos compromissos para as mudanças climáticas”, afirmou. João Pessoa + Verde – Lançado em 11 de agosto do ano passado, o Programa João Pessoa + Verde reúne iniciativas já executadas pela Semam e estabelece metas ampliadas para a Capital. Entre os compromissos assumidos está o plantio de 500 mil árvores até 2030, anunciado durante a COP 28, em alinhamento às políticas globais de sustentabilidade. Desde o lançamento do programa, centenas de mudas já foram plantadas em bairros como Bessa, Colinas do Sul, Gramame, Mangabeira, Portal do Sol, Funcionários, Valentina, Cristo Redentor, Cabo Branco, Miramar e Barra de Gramame. Espécies como ipês, jacarandás, castanheiras, pau-ferro, perobinha e aroeira foram selecionadas pelo valor ecológico e pela contribuição à biodiversidade local. Entre as intervenções prioritárias está a área da obra da ponte que liga o Altiplano ao Hospital Universitário Lauro Wanderley, onde houve necessidade de supressão vegetal para avanço do empreendimento. Como medida de recuperação ambiental, já foram plantadas aproximadamente 300 mudas de espécies nativas no novo acesso Altiplano-HU, com previsão de plantio de outras 200. “No novo acesso ao Altiplano-HU, nós já plantamos mais de 300 indivíduos arbóreos. Será um grande marco para a cidade de João Pessoa ter futuramente um corredor daquele extremamente arborizado, e com isso contribuindo com o clima e deixando a cidade cada vez mais verde”, destacou Sérgio Chaves, coordenador do Programa João Pessoa + Verde. Para 2026, o planejamento técnico da Divisão de Arborização prevê a ampliação das ações de recomposição florestal em áreas previamente diagnosticadas como degradadas, como Gramame, Comunidade Dubai (Mangabeira), Bairro das Indústrias, Jacarapé, Muçumagro e Portal do Sol. As intervenções integram o cronograma anual de restauração ecológica, com metas de plantio, monitoramento técnico e manutenção das áreas recuperadas ao longo do ano. O programa também fortalece parcerias com instituições como o Tribunal Regional do Trabalho da 13ª Região, a Câmara Municipal de João Pessoa, escolas municipais e o Exército Brasileiro, além de estimular a participação da população no cuidado com as mudas e na adoção de novas espécies distribuídas em ações educativas. Tree City of the World – Reconhecida internacionalmente como ‘Tree City of the World’ pela quarta vez consecutiva, título concedido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Arbor Day Foundation, João Pessoa consolida sua política ambiental ao investir na criação de corredores ecológicos, vias arborizadas, praças e parques, fortalecendo um legado sustentável para as próximas gerações. Viveiro Municipal – A produção das mudas ocorre no Viveiro Municipal, no bairro de Gramame, onde a equipe técnica realiza todas as etapas do processo, desde a coleta de sementes de árvores matrizes até o cultivo das mudas aptas ao plantio. Após a coleta, as sementes passam por secagem e maturação, são semeadas e, ao germinarem, originam plântulas que, ao atingirem cerca de 10 centímetros, passam pelo processo de repicagem, sendo transferidas para sacos individuais para continuidade do desenvolvimento. Para garantir a viabilidade de espécies recalcitrantes, que não suportam temperaturas elevadas e perdem rapidamente a capacidade de germinação, o viveiro conta com câmara fria, mantida a temperatura abaixo de 20°C. Entre as espécies que necessitam desse cuidado estão algodão-da-praia, jacarandá-mimoso, ipê-do-cerrado e mogno. As mudas produzidas são destinadas ao plantio urbano, à recuperação de áreas degradadas e ao repovoamento de áreas de restinga, priorizando espécies nativas e endêmicas da região. Serviço – A população pode retirar até duas mudas por morador no Viveiro Municipal, contribuindo para a ampliação da arborização urbana. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h, na Avenida Embaixador Sérgio Vieira de Melo, no bairro de Gramame.