4ª Edição do Estação Criança Reúne Mais de 2 Mil Crianças em Tarde de Muita Diversão e Alegria na Estação Cabo Branco

João Pessoa, 12 de Outubro de 2026 — O Dia das Crianças na capital paraibana foi comemorado em grande estilo. A 4ª edição do Estação Criança, realizada no complexo da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, superou todas as expectativas e bateu recorde de público, reunindo cerca de 2.000 crianças, além de pais e responsáveis, entre as 16h e as 20h desta segunda-feira. O evento, que já se consolidou no calendário festivo da cidade, transformou os espaços externos e internos do complexo cultural em um verdadeiro parque de experiências para todas as idades. Estrutura, Dedicação e Apoio Para garantir o sucesso e a segurança da grande festa, o evento contou com o empenho direto de cerca de 40 funcionários de toda a equipe da Estação Cabo Branco, envolvidos desde as primeiras horas do dia na montagem, logísticas e organização. A programação contou com 18 brinquedos de grande porte, programação cultural e uso dos gramados para brincadeiras. A garotada ainda pôde aproveitar a distribuição gratuita de pipoca, algodão doce e salgadinhos. Foram sorteados, também, kits de pintura, livros educativos e brinquedos, garantindo sorrisos do início ao fim da tarde.  Com a tarde ensolarada e o clima bastante quente, o calor não foi obstáculo para a diversão. Para aliviar a temperatura, as crianças fizeram do chafariz uma grande brincadeira. O grande destaque e momento de euforia ficou por conta do Corpo de Bombeiros, que ligou as mangueiras e proporcionou um inesquecível “banho de mangueira” coletivo, refrescando e animando os pequenos. Fotos: Leandro Ribeiro Para além das brincadeiras, nos amplos gramados da Estação, várias famílias aproveitaram para estender mantas e organizar cadeiras de praia, transformando o espaço num grande piquenique comunitário. Enquanto uns participavam de partidas de futebol no gramado e oficinas na mesa de pintura, outros aproveitavam a praça de alimentação equipada com food trucks. A programação cultural no Anfiteatro foi contínua e diversificada, encantando o público com apresentações de: música, coral, espetáculos de ballet e teatro, show de mágica e contação de histórias. Outra grande atração do dia foi a parceria com o Sesc, que levou ao evento o seu famoso Planetário Móvel, permitindo que as crianças e suas famílias pudessem viajar pelas estrelas e aprender sobre astronomia de forma lúdica e interativa. A 4ª edição do Estação Criança reafirma o compromisso da Estação Cabo Branco em promover a integração familiar, o acesso à cultura, o lazer ao ar livre e a educação de forma gratuita para toda a população de João Pessoa. Foto: Leandro Ribeiro

Mitos, Arquétipos e o Imaginário, de Ronaldo Figlioulo

A Estação Cabo Branco — Ciência, Cultura & Artes abre suas portas, no sábado, dia 17 de outubro de 2026, às 16h, para a exposição individual Mitos, Arquétipos e o Imaginário, do artista visual e ceramista Ronaldo Figlioulo. A mostra, que conta com curadoria do artista plástico e professor Ilson Moraes, propõe uma imersão poética pelas formas, volumes e simbolismos escavados na matéria. A abertura acontece no 1º Andar da Torre da Estação Cabo Branco, com entrada gratuita e aberta a todos os públicos. As esculturas reunidas na exposição evidenciam a tensão criativa entre o controle do artista e a espontaneidade da argila. As obras evocam superfícies e estruturas moldadas pela ação do tempo — como troncos, raízes, falésias, erosões, rupturas e permanências. De acordo com o curador Ilson Moraes, a poética de Figlioulo habita uma zona de fronteira entre o real e o imaginado: “As estecas se movimentam em suas mãos como instrumentos de escavação simbólica, revelando volumes que não buscam imitar o mundo visível, mas criar outros mundos possíveis. A matéria deixa de ser apenas suporte para tornar-se presença, memória e linguagem.” – Ilson Moraes, curador da exposição. O Artista Engenheiro e doutor em Educação, Ronaldo Figlioulo reencontrou na arte um espaço de liberdade e investigação após a aposentadoria. Iniciou suas práticas cerâmicas em 2015 e realizou sua primeira exposição individual em 2018. Em 2023, ao ingressar no Ilson Moraes Ateliê de Arte (IMAA), sua produção passou por uma transformação decisiva: Figlioulo afastou-se da representação figurativa realista tradicional para se focar no estudo de linhas, formas, volumes e movimentos orgânicos. “Comecei meu trabalho fazendo figura humana e, ao pesquisar com o Ilson, ele enfatizou muito a questão de linhas, formas e movimentos. Comecei a me encantar por esses viéses mais do que pela figura humana. Esquecendo a obrigatoriedade da representação realista, surgiram figuras que trazem uma sensação mística, arquetípica e do imaginário.” – Ronaldo Figlioulo, artista visual e ceramista.

Estação Cabo Branco abre a exposição “Brincantes em um Quintal de Memórias”, da artista Têca Malabá

A Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes abre suas portas para a exposição individual “Brincantes em um Quintal de Memórias”, da artista visual, educadora e pesquisadora paraibana Têca Malabá. A vernissage de abertura acontece no sábado, 10 de outubro, às 16h, no 2º andar da Torre. A entrada é gratuita e aberta a todos os públicos. Com curadoria de Rodrigues Lima, a mostra reúne o resultado de cerca de três décadas de investigações e pesquisas de Têca sobre o universo lúdico, as brincadeiras infantis e a cultura popular. A trajetória da artista com o tema começou em 1994, a partir de pesquisas com alunos do Sesc Centenário e análises de livros didáticos, observando as transformações do brincar entre o final do século XX e o século XXI. Malabá constrói grandes panoramas coletivos. O curador da exposição destaca o diálogo do trabalho da artista tanto com a tradição das narrativas visuais do pintor flamengo Pieter Bruegel, o Velho, quanto com a liberdade imaginativa de Henri Rousseau. “Na criação artística vejo um diálogo contínuo entre arte, educação, cultura e memória. Minha pintura busca contar histórias da infância e da imaginação do nosso povo”, reflete Têca Malabá. Nas telas de estética naïf, marcadas por cores vivas, movimento, espontaneidade e riqueza de detalhes, Têca Para o curador Rodrigues Lima, a exposição convida os visitantes a um reencontro simbólico com os afetos e a imaginação: “No quintal de Têca Malabá, brincar é recordar; recordar é imaginar; e imaginar é, também, uma maneira de continuar vivendo”. A Artista Nascida em João Pessoa, graduada em Educação Artística e Ciências Sociais pela UFPB, construiu sua trajetória transitando entre a Arte e a Educação, por meio das linguagens da Pintura, Dança, Música e do Teatro. Em 1994, Têca iniciou uma pesquisa, enquanto professora no Colégio Sesquicentenário, dedicada ao universo das brincadeiras infantis. O objetivo era reunir o maior número possível de relatos, referências e informações que pudessem contribuir para o registro e valorização das experiências vividas na infância.

EXPOSIÇÃO “TRÊS MASTROS” REÚNE TRAJETÓRIAS DE RAPHAEL VIDAL, RODRIGO FERREIRA E TONI FARIAS NA ESTAÇÃO CABO BRANCO

A partir de 26 de setembro, o público poderá conferir obras que transitam entre a pinturamoderna, a arte Naïf, memórias do isolamento e o patrimônio arquitetônico de JoãoPessoa. Com curadoria de Rodrigues Lima, a mostra foca na força da arte como espaçode humanização e transformação social. A Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, abre ao público, no dia 26 desetembro de 2026, às 16h, a exposição coletiva “Três Mastros”. Sob a curadoria doprofessor e curador Rodrigues Lima, a mostra estabelece um diálogo entre três artistasradicados na Paraíba: Raphael Vidal, Rodrigo Ferreira e Toni Farias. O título da exposição utiliza a metáfora da navegação para traduzir a pluralidade daslinguagens: cada artista atua como um mastro que sustenta uma vela própria, traçandorotas poéticas e estéticas particulares sob um mesmo horizonte de sensibilidade eliberdade criativa. Fundamentada nas reflexões da arte-educadora Ana Mae Barbosa de que a artepermite “representar o mundo não apenas como ele é, mas como poderia ser”, aexposição propõe um espaço de reflexão frente ao distanciamento social e às dinâmicasvirtuais da atualidade. Os Artistas Raphael Vidal: Geometria, Memória e o Silêncio do Isolamento Natural de São Paulo e residente em João Pessoa desde 2000, Raphael Vidal estreiaem sua primeira exposição individual/coletiva trazendo a bagagem de sua atuação nacena do rock Punk/Hardcore dos anos 1990. Utilizando giz pastel seco sobre papelCanson, Vidal dialoga com o Cubismo e com referências da Arte Moderna — comoPablo Picasso, Georges Braque e Van Gogh. Suas obras constroem rostos e cenáriosfragmentados que traduzem tensões, máscaras e as marcas do isolamento socialdeixadas pela pandemia de COVID-19, transformando o silêncio e o confinamento emexpressividade cromática. Rodrigo Ferreira: Estética Naïf e a Resistência Poética pela Paz Licenciado em História pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA), o pessoenseRodrigo Ferreira alia o olhar humanizado do historiador à linguagem da arte Naïf.Influenciado pela estética urbana de Jean-Michel Basquiat, Ferreira utiliza cores vivas ecomposições em tinta acrílica sobre tela para erguer uma narrativa de resistência contraos discursos de ódio e a violência contemporânea. Inspirado por líderes globais e dacultura da paz, como Nelson Mandela, Martin Luther King e Zumbi dos Palmares, oartista aborda temas como justiça social, superação do apartheid, igualdade e respeitoàs diferenças. Toni Farias: O Afeto e o Olhar Encantado sobre a Capital Paraibana Completando a tríade, o artista visual Naïf, Toni Farias apresenta um conjunto dedesenhos desenvolvidos em hidrocor e lápis de cor sobre Canson. Nascido em JoãoPessoa, o artista constrói um percurso centrado na memória e no sentimento depertencimento à sua terra natal. As obras convidam o visitante a passear pelopatrimônio histórico, arquitetônico e natural da capital — retratando locais icônicos comoo Centro Cultural São Francisco, o Theatro Santa Roza, o Parque Zoobotânico ArrudaCâmara (Bica), a Orla e a própria arquitetura do Centro de Convenções. Em suas telas,a cidade das acácias deixa de ser apenas cenário e se torna matéria poética e afeto. ASCOM-Estação Cabo Branco