A chega à Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, em João Pessoa, reunindo um conjunto de obras que investigam as relações entre memória, deslocamento e pertencimento a partir da linguagem têxtil e visual.
Com abertura marcada para o dia 11 de abril, às 16h, a mostra segue em cartaz até 30 de maio e apresenta um recorte da produção recente da artista visual Giulia Assis, com curadoria de Maya Oliveira .
🎨 Uma poética construída a partir do deslocamento
Natural de Viçosa (MG) e radicada em João Pessoa desde 2022, Giulia Assis desenvolve sua pesquisa artística a partir da experiência do deslocamento — físico, afetivo e simbólico. Sua obra nasce dessa travessia contínua, onde o corpo se torna território e arquivo de memórias.
Como apresentado no material da artista, sua prática atravessa diferentes linguagens, como pintura, instalação, arte têxtil e desenho, explorando experiências sensoriais e imersivas que conectam o espectador às camadas subjetivas da obra .
🧵 Bordado como linguagem e memória
Na exposição, o bordado surge como elemento central, não apenas como técnica, mas como linguagem simbólica. Segundo o texto curatorial, bordar é um gesto que atravessa o sensível e materializa experiências íntimas, transformando histórias pessoais em imagens compartilháveis .
A pesquisa que dá origem à mostra foi desenvolvida entre 2025 e 2026 e propõe uma espécie de “cartografia emocional”, onde mapas deixam de representar espaços físicos e passam a revelar vínculos afetivos, trajetórias e memórias familiares.
🧠 Entre o corpo e o território
As obras apresentadas tensionam conceitos como permanência e transformação. A exposição convida o público a refletir sobre questões contemporâneas:
- Como manter vínculos em um mundo em constante mudança?
- O que permanece quando os territórios se transformam?
- De que forma o corpo guarda e ressignifica memórias?
Nesse contexto, o corpo deixa de ser apenas suporte e passa a atuar como um espaço sensível que absorve, registra e ressoa experiências .
🖼️ Obras que dialogam com o tempo e a matéria
Entre os trabalhos em destaque, estão obras que exploram materiais como algodão, fotografia e pigmentos naturais, criando superfícies híbridas que se transformam ao longo do tempo.
Algumas peças trabalham com a própria impermanência da imagem, evidenciando o desgaste, a duração e a passagem do tempo como parte do processo artístico — reforçando a ideia de que memória não é fixa, mas construída e continuamente reconfigurada .
📍 Serviço
Exposição: Cartografias do sensível: bordados do corpo-memória
Artista: Giulia Assis
Curadoria: Maya Oliveira
Local: Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes
Abertura (vernissage): 11 de abril, às 16h
Período: 11 de abril a 30 de maio
✨ Conexão entre arte, corpo e experiência
Mais do que uma exposição, “Cartografias do sensível” propõe uma experiência imersiva, onde o público é convidado a percorrer memórias, afetos e deslocamentos através da arte.
Ao transformar o íntimo em visual, Giulia Assis cria um espaço onde o sensível ganha forma — e onde cada visitante pode também reconhecer seus próprios caminhos.