Semhab e Inovacentro têm reunião com o Comitê de Fomento ao Centro Histórico e detalham projetos para a região

A revitalização da área central da cidade é uma das prioridades da gestão do prefeito Cícero Lucena. Nesta quarta-feira (27), os secretários de Habitação (Semhab) e de Preservação, Revitalização e Inovação do Centro Histórico (Inovacentro) se reuniram com o Comitê de Fomento ao Centro Histórico e detalharam os projetos que a Prefeitura de João Pessoa tem para a região. Foram analisados os projetos do Porto do Capim, que é uma parceria com o Governo Federal através do Programa Periferia Viva e que vai beneficiar mais de 500 famílias; os de restauração e revitalização do Edifício das Nações Unidas e do Antigo Ipase, no Ponto de Cem Réis, que serão moradia na parte superior e uma área comercial na parte inferior; e o Residencial Sanhauá, um núcleo habitacional que está sendo construído no terreno da extinta Proserv na Praça da Socic, no Varadouro. “Uma reunião bastante positiva, que mostra a integração da equipe do prefeito Cícero Lucena na gestão e na execução de projetos de resgate e revitalização do Centro Histórico de João pessoa”, afirmou Socorro Gadelha, secretária de Habitação de João Pessoa. Tiago Lucena,  secretário do Inovacentro, disse que os projetos que a Prefeitura tem para o Centro Histórico terão um impacto social e econômico muito forte, além de fazer justiça, valorizando os moradores daquela região da cidade, que não irão sair do seu local de origem. “Esse é um projeto fruto do diálogo com todos os setores que têm interesses no Porto do Capim e no Centro Histórico. Nossa reunião foi bastante proveitosa, pois todos os participantes ficaram satisfeitos com a proposta da Prefeitura para dar uma nova vida a cidade e ao Centro Histórico”, comentou. O encontro teve a presença de membros do Conselho do Comitê de Fomento do Centro Histórico e do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep), além de representantes do setor empresarial e da construção civil, que têm interesse em investir naquela região da Cidade. A professora Afra Soares, presidente do Comitê de Fomento ao Centro Histórico e conselheira do Iphaep, disse que tem visitado a região do Porto do Capim e conversado com as pessoas. Ela ressaltou que a reunião com os representantes da Prefeitura foi esclarecedora e que a proposta apresentada vai atender a expectativa, fomentando o turismo na região e preservando os prédios antigos que fazem parte da história da Paraíba. “O projeto é maravilhoso e não vai retirar os moradores do ambiente onde eles vivem há muitos anos. Isso significa que vai dar uma nova vida ao nosso Centro Histórico, garantindo a habilidade da região, pois todos vão continuar morando e movimentando o comércio. É isso que vai garantir a sobrevivência daquela região da cidade”, observou a presidente.  

Prefeitura de João Pessoa vai auxiliar nos trabalhos para restauração do muro do Mosteiro de São Bento

Representantes das Secretarias de Preservação, Revitalização e Inovação do Centro Histórico (Inovacentro) e de Infraestrutura (Seinfra), além da Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec-JP), participaram, na manhã desta segunda-feira (10), de uma reunião sobre a situação do muro do Mosteiro de São Bento, no Centro Histórico, que ruiu em parte em decorrência da chuva. O encontro, realizado no próprio Mosteiro, contou também com a presença da Arquidiocese da Paraíba, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep). Por questões de segurança, a Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil e os demais órgãos envolvidos avaliaram como necessária a remoção do restante do muro, já que o mesmo apresenta estrutura semelhante a parte que desmoronou. No entanto, como se trata de um equipamento tombado, o trabalho só poderá ser realizado após uma avaliação arqueológica do Iphan. “A reunião foi bastante proveitosa e definimos os próximos passos, que será a retirada da parte do muro que ainda ficou e está comprometido. Ele está fora do nível e pode cair em cima de um poste e prejudicar toda a iluminação do Centro Histórico. Em seguida, vamos elaborar um projeto e execução do muro de contenção, que é o muro de arrimo. E, em terceiro lugar, a partir do acompanhamento do Iphan e Iphaep, a elaboração de recomposição do muro”, explicou o curador do Patrimônio Histórico da Arquidiocese da Paraíba, padre Marcondes Meneses. “O importante é que todas as instituições estão com o mesmo pensamento de manter e preservar a nossa história aqui, mas também, acima de tudo, preservar a segurança do cidadão. O principal é a gente esperar esse resultado do estudo feito pelo Iphan, para que possamos fazer o projeto desse muro”, falou o secretário de Preservação, Revitalização e Inovação do Centro Histórico, Thiago Lucena. A Secretaria de Infraestrutura de João Pessoa (Seinfra) se colocou à disposição da Arquidiocese da Paraíba para ajudar em todo processo de reconstrução da área. A pasta ficará responsável pela remoção do restante do muro e ainda participará da elaboração do projeto do muro de arrimo que será construído. “A Seinfra está disponibilizando toda a equipe técnica para que a gente possa fazer a desmontagem da parte que ficou do muro de forma segura e acompanhada pelos órgãos que regem o tombamento histórico, para que a gente possa reconstituir futuramente esse muro. Nós também disponibilizamos nossa equipe para desenvolver o projeto do muro de arrimo para o mais rápido possível”, destacou Glennda Ramos, assessora técnica da Diretoria de Manutenção e Conservação da Seinfra. Vistoria – O muro do Mosteiro de São Bento estava interditado desde o mês passado, quando os órgãos da Prefeitura de João Pessoa fizeram uma vistoria no local após solicitação da Arquidiocese da Paraíba, com conhecimento do Iphan e do Iphaep, por se tratar de uma área tombada. Na ocasião, foi verificado o risco de queda da estrutura e a necessidade de isolamento da área. Após a queda de parte do muro, as pastas da Prefeitura retornaram ao local e realizaram ações emergenciais, com recolocação dos tapumes e lonamento. O trânsito na via já estava interditado desde a primeira avaliação e segue assim.