Festival do Milho da Cecaf termina com 780 mil espigas comercializadas e supera vendas do ano passado

A 10ª edição do Festival do Milho 2026, promovida pela Prefeitura de João Pessoa no período junino, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), foi encerrada com saldo positivo e consolidou, mais uma vez, o papel da Central de Comercialização da Agricultura Familiar (Cecaf) no fortalecimento da economia local e da agricultura familiar. O evento alcançou a meta de R$ 1 milhão em comercialização entre vendas de milho, artesanato e produtos da gastronomia regional, reafirmando a importância da iniciativa para a geração de renda e a valorização da cultura nordestina. Além de superar as metas no faturamento, o Festival do Milho também atingiu a meta de comercialização de 15 mil ‘mãos de milho’, equivalente a 780 mil espigas, superando os resultados do ano anterior, mantendo a curva de crescimento do evento. Em 2025, o Festival registrou R$ 584 mil em vendas, com mais de 13 mil mãos de milho comercializadas. “O desempenho deste ano reforça a consolidação do Festival como uma importante vitrine para os agricultores familiares, que encontram no evento uma oportunidade de ampliar a renda por meio da venda direta de produtos de qualidade, muitos deles livres de agrotóxicos e oferecidos a preços acessíveis à população”, destacou Roberto Filho, coordenador da Cecaf. “Mais do que números, o Festival do Milho evidenciou a força do trabalho em família no campo. Pais, mães, filhos e parentes atuaram juntos em todas as etapas da produção — do plantio à colheita, passando pela comercialização — mostrando como a agricultura familiar segue sendo um pilar de sustento para centenas de lares paraibanos”, reforçou. Um exemplo desse eixo familiar é Claudiane Santos, agricultora do município do Conde, conhecida como Anne do RC Frutas e Verduras. Ela e sua família trabalham em quatro hectares no assentamento Frei Anastácio e produzem e comercializam milho, cara, macaxeira, cocô verde, batata doce e hortaliças. Durante os Festivais, além do milho cru, produzem bolo de milho, pudim de milho, canjica, pé de moleque, bolo de tapioca, bolo de macaxeira e torta de abacaxi. “Esse ano a novidade foi o pão de milho feito pela minha sogra. As vendas esse ano foram muito boas, graças a Deus, melhores do que no ano passado. Vendemos em torno de uns 20% a mais. Trabalhamos a família toda, eu e meus cinco filhos”. No Sítio Curral Grande, no município de Itapororoca, a união também faz a força na família de Josiane dos Santos, que trabalha em cinco hectares. Sua mãe e todos os cinco irmãos trabalham no roçado. Para se ter uma ideia eles trouxeram para o Festival aproximadamente 300 mãos de milho e venderam tudo. Ela contou que o plantio iniciou no dia 20 de abril e a colheita foi feita em 20 de junho e toda produção foi trazida para o Festival. “Ainda vamos levar pra ponta do lápis os custos com trabalhadores, combustível, alimentação, sementes e outros gastos pra ver quanto a gente lucrou este ano”. Valdileine Maia, é moradora do bairro José Américo contou que é freguesa cativa da Cecaf e do Festival do Milho. “Toda semana venho comprar aqui. Hoje vou comprar só meia mão milho pra levar pra casa do meu filho pra assar na fogueira e comer com a família. Sempre venho no Festival, está semana mesmo me apresentei aqui com o grupo ‘Cangaceiras de Lampião’. Todo ano eu venho comprar milho e faço canjica, pamonha, milho assado pra família e amigos, tudo que a gente gosta nesse período junino”. Segundo o coordenador da Cecaf, Roberto Filho, a Central reúne famílias de mais de 25 municípios da Paraíba, incluindo Conde, Pitimbu, Alhandra, Itapororoca e Rio Tinto. “São produtores que trabalham sem agrotóxico, eles mesmos plantam, colhem e comercializam. A Cecaf tem esse diferencial”, destacou. A edição comemorativa da 10ª edição do Festival do Milho também contou com estrutura ampliada para receber o público, oferecendo programação cultural, atrações infantis, espaço para o artesanato e diversas opções da gastronomia regional, além de outros produtos da agricultura familiar. A artesã Eliane Ferreira, moradora do Bairro dos Estados, contou que participou expondo produtos de todas as edições do Festival do Milho. “Eu sou artesã desde os oito anos de idade e desde o primeiro Festival que participo expondo produtos como bijuterias, chaveiros, tiaras, xuxinhas, brincos, colares. E este ano, além dos itens de São João tem a Copa do Mundo. Então as vendas foram muito boas.” Ao todo, entre a Feira da Agricultura Familiar, artesanato e gastronomia, mais de 80 produtores participaram das atividades do Festival de Milho 2026 e das atividades rotineiras da Cecaf. O encerramento da edição 2026 reforça que, além de impulsionar vendas, o Festival do Milho fortalece vínculos familiares, preserva tradições e amplia oportunidades para quem faz da terra seu sustento. Localização – A Cecaf está localizada na Avenida Hilton Souto Maior, 1112, bairro José Américo. A feira dos agricultores familiares acontece às quintas-feiras e aos sábados, das 5h às 12h.
População pode solicitar serviços relacionados a árvores pelo ‘João Pessoa na Palma da Mão’

A árvore perto da sua casa está precisando de poda? Viu uma árvore tombada em via pública? Fez a poda e precisa recolher o tronco ou resíduos de grande porte? Para todas essas questões, basta solicitar à Prefeitura de João Pessoa a realização do serviço pelo aplicativo ‘João Pessoa na Palma da Mão’ ou via plataforma Prefeitura Conectada (https://x.gd/mF6My). De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb), responsável pela execução dos serviços, são atendidas atualmente cerca de 370 solicitações deste tipo por mês. “A demanda é grande e o trabalho acontece diariamente. Em alguns casos, as pessoas fazem podas por conta própria e deixam na calçada de casa, mas o procedimento correto é acionar a Prefeitura para fazer o recolhimento. Para troncos e resíduos de grande porte, acionar a Sedurb. Para galhos de árvores já cortados ou resíduos de menor porte, a Emlur deve ser chamada”, explicou o diretor de Paisagismo da Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Francisco Júnior. Em caso de árvore tombada em local público, a população também pode acionar a Sedurb pelo aplicativo ‘João Pessoa na Palma da Mão’, incluindo fotos, endereço e ponto de referência. Nesse tipo de situação, as equipes realizam o serviço de trinchamento (fragmentação) e remoção adequada da árvore, bem como de suas galhadas, com tombamento decorrente de eventos naturais ou outros fatores, em áreas públicas ou que estejam obstruindo vias, calçadas ou oferecendo risco à segurança. Trabalho conjunto – Além da Sedurb, as podas de árvores na Capital envolvem equipes da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), que fornecem laudos técnicos para casos de supressão (corte definitivo); da Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur), que faz a coleta, transporte e descarte dos resíduos após a poda; e, eventualmente, da Energisa Paraíba, quando galhos de árvores estão em contato com a rede elétrica, causando perigo para os moradores e equipes envolvidas. Em caso de tombamento de árvore no período noturno, ou que tenha danificado a rede elétrica, o cidadão deve acionar primeiramente o Corpo de Bombeiros e a Energisa, respectivamente. Passo a passo para solicitar os serviços: 1) Baixar e instalar o aplicativo ‘João Pessoa na Palma da Mão’; 2) Fazer login no app com o CPF e data de nascimento, ou conta Google; 3) No menu inferior do aplicativo, clicar em ‘Categorias’; 4) Procurar por ‘Desenvolvimento Urbano’ e clicar em ‘Poda de Árvore’; 5) Selecionar a opção desejada: Poda de árvores; Recolhimento de tronco; Fragmentação e retirada de árvores tombadas e galhadas; 6) Preencher todos os campos do formulário e anexar foto(s) da árvore; 7) Clicar em ‘Solicitar’ e anotar o número do protocolo.