Cozinhas Comunitárias ampliam alcance da distribuição de milho e fortalecem assistência às famílias de João Pessoa

A Secretaria de Desenvolvimento Social de João Pessoa (Sedes) continua realizando a distribuição das 140 toneladas de milho verde para aproximadamente 60 mil famílias em situação de vulnerabilidade social. Na tarde desta quarta-feira (17), a ação ocorreu nas Cozinhas Comunitárias. Uma das beneficiadas foi Vera Lúcia, que é atendida pela Cozinha do Gervásio Maia. Ela conta que é o segundo ano que recebe o milho. “Esse milho ajuda a gente a fazer a canjica e ainda economiza o dinheiro da gente, né? Porque a gente já recebe pra comer a canjiquinha, o milhozinho cozinhado, uma pamonha”, falou animada. Além de contribuir para a segurança alimentar da população mais vulnerável, a distribuição do milho tem como objetivo preservar e valorizar uma das mais importantes manifestações culturais do Nordeste. O alimento é a base de diversas receitas típicas consumidas durante os festejos juninos, como pamonha, canjica, bolo de milho e mungunzá. “Mais do que entregar alimento, esta ação representa cuidado, acolhimento e respeito às tradições do nosso povo. Estamos garantindo que milhares de famílias possam viver o período junino com mais dignidade e alegria”, destaca Norma Gouveia, secretária de Desenvolvimento Social. A entrega do milho verde acontece por meio do Programa de Aquisição de Alimentos Municipal para famílias atendidas pelos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), instituições de acolhimento para pessoas idosas, entidades sociais, associações comunitárias, Cozinhas Comunitárias e residenciais habitacionais administrados pelo Município. A ação contempla famílias acompanhadas pelos serviços socioassistenciais, beneficiários de programas sociais e organizações que desenvolvem trabalho humanitário em diferentes bairros da Capital. Agricultura familiar – A iniciativa também gera impactos positivos na economia local ao estimular a agricultura familiar, responsável pelo fornecimento dos produtos adquiridos para a ação. Dessa forma, a Prefeitura fortalece a cadeia produtiva rural e contribui para a geração de renda de agricultores da região. A distribuição de milho já se consolidou como uma das principais ações sociais do período junino em João Pessoa. Nos últimos anos, o programa ampliou seu alcance e beneficiou um número crescente de famílias. A ação integra as políticas públicas de segurança alimentar e assistência social desenvolvidas pela Prefeitura de João Pessoa, reafirmando o compromisso da gestão municipal com a promoção da cidadania, da inclusão social e da qualidade de vida da população.

Dia Mundial da Segurança Alimentar destaca rede de proteção mantida pela Prefeitura de João Pessoa

Neste domingo (7) é celebrado o Dia Mundial da Segurança Alimentar, data que reforça a importância do acesso a alimentos seguros, nutritivos e de qualidade para toda a população. Em João Pessoa, a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), mantém uma ampla rede de segurança alimentar que beneficia pessoas em situação de vulnerabilidade social, por meio de equipamentos e programas que atuam no combate à fome e na promoção da dignidade humana. Entre as principais iniciativas está o Banco de Alimentos, responsável pela execução do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) com recursos federais e municipais. O equipamento atua no combate à fome e à redução do desperdício, distribuindo gêneros alimentícios in natura para entidades filantrópicas do Município. Além da aquisição direta da agricultura familiar, o Banco de Alimentos recebe doações oriundas da cadeia de desperdício, formada por agricultores, produtores e redes de supermercados, garantindo que itens próprios para consumo cheguem a quem mais precisa. Uma das instituições beneficiadas é o Projeto Social Na Contramão do Mundo, localizado no bairro Cristo Redentor e que atende cerca de 150 crianças e adolescentes. Para o coordenador da entidade, Carlos Alberto Santana, os alimentos recebidos fazem diferença direta na vida das famílias atendidas. “Recebemos os alimentos pelo Banco de Alimentos desde 2020 e ações como essa do poder público fortalecem muito, não só o projeto, mas também as crianças, diminuindo a evasão escolar, por exemplo. As crianças têm mais motivos para poder estar ali no projeto e essas doações são fundamentais para o nosso trabalho, representam um apoio importante para famílias em situação de vulnerabilidade. Quando recebem os alimentos, elas ganham mais tranquilidade e esperança para seguir em frente, além de complementar a alimentação dentro de casa”, destacou. Além de garantir alimentos para entidades socioassistenciais, o Programa de Aquisição de Alimentos também fortalece a agricultura familiar, promovendo geração de renda para produtores locais. Um dos fornecedores do Banco de Alimentos é o agricultor Ronaldo Bezerra da Silva, do município do Conde, que há anos participa do programa comercializando produtos como macaxeira, milho e cará. Para ele, a iniciativa proporciona segurança e valorização do trabalho no campo. “O programa garante um preço justo para nossa produção e elimina a necessidade de vender para atravessadores. Isso melhora a renda da família e nos dá mais tranquilidade, porque sabemos que o pagamento é feito corretamente e que os alimentos vão chegar a quem precisa”, disse. Somente em 2025, o Banco de Alimentos contou com investimentos superiores a R$ 1,3 milhão provenientes de recursos federais e municipais. Ao todo, foram aplicados R$ 521,8 mil por meio do programa federal e R$ 811 mil com recursos do Município, beneficiando 45.092 pessoas em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa também fortaleceu a agricultura familiar, com a participação de 116 agricultores fornecedores, sendo 62 vinculados ao programa federal e 54 ao municipal, promovendo geração de renda no campo e garantindo que alimentos frescos e de qualidade chegassem à mesa de quem mais precisa. Cozinhas Comunitárias – A rede municipal de segurança alimentar também conta com seis Cozinhas Comunitárias, instaladas nas comunidades Bela Vista, Gervásio Maia, Jardim Veneza, Novais, Taipa e Timbó. Os espaços vão além da oferta de refeições gratuitas, funcionando como ambientes de convivência coletiva, promoção da segurança alimentar e qualificação profissional. As unidades contam ainda com hortas comunitárias, que incentivam hábitos alimentares saudáveis, fortalecem os vínculos comunitários e contribuem para a autonomia alimentar das famílias. Entre as beneficiadas pelo serviço está Jéssica Luna, atendida pela Cozinha do Gervásio Maia e mãe solo de três filhos. Dependendo exclusivamente da renda do Bolsa Família e responsável pelos cuidados da filha mais nova, que é autista, ela encontrou na Cozinha Comunitária um importante apoio para garantir a alimentação da família. “Antes, muitas vezes eu não sabia como iria colocar comida na mesa. Hoje, tenho a tranquilidade de saber que meus filhos terão almoço todos os dias e que ainda posso levar o jantar para casa. Isso fez uma diferença enorme na nossa vida. O dinheiro que eu gastaria com alimentação passou a ajudar no tratamento da minha filha, porque consigo pagar a passagem para levá-la às terapias. Aqui a gente não encontra apenas comida de qualidade, encontra acolhimento, respeito e a certeza de que não está sozinho. Para mim e para os meus filhos, a Cozinha Comunitária representa segurança e esperança”, contou. Somente em 2025, as Cozinhas Comunitárias distribuíram gratuitamente 741.300 refeições. A política foi ampliada em março de 2026 por meio dos pontos de distribuição de alimentos localizados nos bairros de Mandacaru, Engenho Velho, Maria de Nazaré, São Rafael, Padre Hildon Bandeira e Santa Clara. Em breve, novos pontos serão implantados nos bairros das Indústrias e Cruz das Armas. Restaurantes Populares – Outro importante instrumento de combate à insegurança alimentar são os Restaurantes Populares, que oferecem refeições completas pelo valor simbólico de R$ 1,00 para pessoas em situação de vulnerabilidade social. Atualmente, o serviço funciona em unidades localizadas nos bairros de Mangabeira e Varadouro. Em 2025, foram distribuídas 710.472 refeições por meio desses equipamentos. A rede foi fortalecida este ano com a inauguração do Restaurante Universitário Popular, no bairro Castelo Branco. O equipamento atende estudantes das instituições de ensino superior da região e também moradores da comunidade, ampliando o acesso à alimentação de qualidade para diferentes públicos. A secretária de Desenvolvimento Social de João Pessoa, Norma Gouveia, destacou que a segurança alimentar é uma das prioridades da gestão municipal e vai além da oferta de refeições. “Quando falamos em segurança alimentar, estamos falando de dignidade, cidadania e cuidado com as pessoas. Cada alimento distribuído pelo Banco de Alimentos, cada refeição servida nas Cozinhas Comunitárias e nos Restaurantes Populares representa a garantia de um direito fundamental às famílias de João Pessoa. Nosso compromisso é fortalecer cada vez mais essa rede de proteção social, assegurando que ninguém precise conviver com a fome e que as pessoas tenham condições de construir um futuro com mais qualidade de vida e oportunidades”, afirmou. As ações desenvolvidas pela Sedes refletem o compromisso da Prefeitura de