Da gestação à autonomia financeira, Prefeitura de João Pessoa cuida das mães em diversas fases da vida

Em João Pessoa, a Prefeitura Municipal tem investido no fortalecimento de uma rede integrada de políticas públicas que acompanha as mulheres em todas as etapas da maternidade, passando pela educação dos filhos e a assistência social até a promoção da autonomia financeira. Mais do que oferecer serviços, a gestão municipal reafirma um compromisso permanente com o cuidado, o acolhimento e a valorização das mães, reconhecendo que a maternidade começa muito antes do nascimento do bebê e segue por toda a vida. As ações e serviços da Gestão Municipal são desenvolvidas através de diversas secretarias, tais como Saúde (SMS), Educação (Sedec), Desenvolvimento Social (Sedes), Políticas Públicas para as Mulheres (SPPM) e Desenvolvimento Econômico e Trabalho (Sedest). Na Saúde, a rede municipal reforça a importância da atenção básica e da maternidade como pilares da saúde pública, garantindo acompanhamento integral da mulher. Nas Unidades de Saúde da Família (USF) é oferecido as gestantes acompanhamento contínuo no pré-natal com consultas periódicas ao longo da gestação, bem como orientações para a saúde da mãe e do bebê. O acompanhamento pré-natal nas USF é indicado para mulheres em qualquer idade gestacional, incluindo adolescentes, mulheres com suspeita de gravidez e até para casais que estejam planejando engravidar. O objetivo central é acompanhar a saúde da mãe e do bebê, prevenir complicações durante a gestação e do parto, como comorbidades, além de repassar orientações sobre todos os cuidados necessários buscando garantir uma gestação mais segura e saudável. O atendimento humanizado da Secretaria Municipal de Saúde inclui, ainda, orientações sobre a alimentação, parto, pós-parto e cuidados com o recém-nascido, além de cuidados com a atualização vacinal da gestante — como gripe, DTPA e hepatite B, além do monitoramento da pressão arterial e do peso em todas as consultas. Dentro das políticas de saúde da mulher e planejamento familiar, as USFs disponibilizam diversos métodos contraceptivos para atender às necessidades individuais do público feminino, incluindo os mais atuais como o implanon e procedimentos permanentes como a laqueadura tubária, realizada no Instituto Cândida Vargas (ICV). Para além da maternidade a rede de atenção básica também oferece atendimentos preventivos de rotina para as mulheres em geral, a exemplo do exame citológico, e encaminhamentos para especialistas que atendem nas policlínicas municipais como ginecologistas e exames especializados. ICV – No Instituto Cândida Vargas (ICV), referência no estado em saúde materno-infantil, as mães podem ter acesso a orientações sobre os cuidados desde o pré-natal de alto risco até a realização de partos e pós-parto. Na maternidade é feito uma assistência humanizada, acolhimento, orientação à amamentação e acompanhamento da puérpera e do recém-nascido, fortalecendo a rede de proteção desde os primeiros dias de vida da criança. Casa Mãe Bebê – Com o princípio do atendimento humanizado a maternidade disponibiliza a ‘Casa Mãe Bebê’, anexa ao ICV para acolher mães de recém-nascidos internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Neonatal e na Unidade de Cuidados Intermediários Neonatal (UCIN) do Instituto. Na Casa Mãe Bebê, as mães dispõem de acompanhamento pós-operatório, controle de sinais vitais, administração de medicamentos, além de suporte de psicologia, serviço social, psiquiatria, odontologia e atendimento na Maternidade em casos emergenciais. “Aqui nós abrigamos mães de longa permanência que precisam acompanhar o seu bebê e que muitas vezes necessitam também de cuidados clínicos e suporte psicológico e emocional. Temos 12 leitos e fazemos assistência multiprofissional, atendimento individualizado, roda de conversa para dar apoio a essas mulheres que atravessam momentos de fragilidade”, observou Wenia Ramalho, psicóloga e coordenadora da Casa Mãe Bebe. A jovem Graziele Simplício, é uma dessas mulheres beneficiadas por esse acolhimento. Ela mora no município de Alhandra e está na Casa há três meses acompanhando Maria Eloise que está interna na UTI desde que nasceu, devido a problemas no coração. “Eu tive diabetes gestacional, a criança se alojou na parte interna da bacia e nasceu com um tumor no coração. Já foram feitas duas cirurgias para a retirada desse tumor e agora ela está na UTI” contou a mãe. Graziele conta que se surpreendeu positivamente com o acolhimento na Casa Mãe Bebe. “No início estava com receio, não sabia como seria aqui, mas fui bem acolhida, orientada e acompanhada, vemos a pressão, temos acompanhamento psicológico, também fiz amizade com outras mães, a gente se junta para cozinhar e posso visitar meus outros filhos no final de semana”, relatou Graziele que é mãe de mais duas crianças. Já Ana Paula Freitas, de 18 anos, está na Casa há poucos dias. Levi Natanael está sendo acompanhado na UTI Neonatal do ICV devido nascimento prematuro e outras complicações de saúde. A mãe contou que sua bolsa rompeu com apenas 30 semanas de gestação (o ideal é de 39 a 40 semanas), e cinco dias se passaram sem acompanhamento médico o que contribuiu para a criança contraiu uma bactéria. “A bolsa rompeu em casa e devido ao tempo sem atendimento ele pegou uma bactéria. Na maternidade ele teve três convulsões e uma parada cardíaca”, lamentou. Ana Paula ficou alguns dias interna na Maternidade e no momento está na Casa Mãe Bebê já que o filho, ainda, necessita de acompanhamento médico. “Fiquei mais calma aqui porque posso ficar perto do meu bebê e tem toda estrutura para comer, tomar banho e dormir. Só quero que ele fique bom e saudável e a gente possa ir para nossa casa”, afirmou a mãe. Banco de Leite – No Instituto Cândida Vargas, a Secretaria Municipal de Saúde mantém outro serviço importante – o Banco de Leite Humano, fundamental para a saúde materno-infantil, pois coleta, processa e distribui leite materno para recém-nascidos prematuros ou de baixo peso internados. “Atualmente temos um grupo no WhatsApp com uma média de 40 doadoras. Fazemos uma rota pra dar suporte para a coleta do leite, que atende não só João Pessoa, mas outros municípios como Sapé, Conde e Guarabira”, explicou Pollyanna Alves, coordenadora do Banco de Leite do ICV. Segundo ela, o leite doado que chega ao Banco do Leite fica para as prescrições da maternidade. “Atendemos os bebês prematuros da UTI Neonatal, da UCIN (Unidade de Cuidados Intermediários