Prefeitura de João Pessoa mantém assistência às famílias atingidas pelas chuvas

A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuc), atua desde a última sexta-feira (1º) em uma força-tarefa integrada com outras secretarias municipais para prestar assistência às famílias atingidas pelas fortes chuvas na comunidade Engenho Velho, no bairro de Gramame. Inicialmente foram realocadas 17 famílias para abrigamento temporário no Ginásio Ivan Cantisani, em Tambiá, mas nesta terça-feira (5) apenas oito famílias seguem acolhidas no abrigo, totalizando 24 pessoas — sendo 10 adultos, um adolescente e 13 crianças, entre elas três bebês. Elas já foram contempladas pelo auxílio moradia e estão em busca de uma nova residência para recomeçar com mais segurança. Na noite dessa segunda-feira (4), cinco famílias deixaram o abrigo, retornando para a comunidade, mas em locais seguros. A secretária de Direitos Humanos e Cidadania, Benicleide Silvestre, destacou o trabalho coletivo envolvido na ação. Segundo ela, o momento exige sensibilidade e união de esforços. “Esse é um trabalho construído por muitas mãos. A Prefeitura, por meio das secretarias de Direitos Humanos e Cidadania, da Defesa Civil, Desenvolvimento Social, da Saúde, Infraestrutura, da Guarda Municipal e de outras equipes, está atuando de forma integrada para garantir dignidade e cuidado a essas famílias. Nosso compromisso é oferecer suporte nesse momento tão difícil e ajudar cada uma delas a recomeçar com segurança”, afirmou. O acolhimento tem como principal objetivo garantir assistência emergêncial às famílias desabrigadas e estabelecer diretrizes para soluções definitivas. Durante o período no abrigo, a Sedhuc coordena a distribuição das doações, que incluem colchões, móveis, eletrodomésticos, lençóis, roupas, fraldas descartáveis, calçados e itens de higiene pessoal, como escova de dente, creme dental e fio dental. A alimentação está sendo fornecida pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes), gestora da política de segurança alimentar. Famílias perdem tudo – Cláudia Cristina do Nascimento, de 53 anos, moradora da comunidade há 15 anos, conta que nunca havia presenciado uma enchente tão intensa. “Foi tudo muito rápido. A água veio como uma onda. Eu achei que a gente não ia conseguir sair. Perdi tudo dentro de casa, mas não perdi a vida. Consegui salvar as crianças. Foi um desespero que não desejo a ninguém”, relatou. Apesar da perda material, Cláudia já conseguiu acesso ao auxílio moradia e agora busca um novo lugar para viver com seus oito netos e sua filha. “Graças a Deus conseguimos. Agora é recomeçar”, relatou, emocionada. Outra moradora, Maria José do Nascimento, também enfrentou momentos de tensão ao tentar salvar o que podia enquanto a água subia rapidamente. “A água veio como uma maré, com força. Só deu tempo de pegar documentos, alguns lençóis e a medicação do meu filho, que tem autismo. Ver tudo submerso é muito difícil, principalmente para quem já tem tantas limitações”, contou. Ela deixou o abrigo, nesta segunda-feira (4), para ficar na casa de um parente. Já Geanne Adonias da Silva, que também saiu do abrigo, com sua filha de dois anos e o marido, destacou o sentimento de alívio após o resgate. “Foi muito assustador. A gente não teve tempo de tirar quase nada. Hoje vamos para uma nova casa, recomeçar. O sentimento é de gratidão porque depois de tanto sofrimento, estamos em segurança e com força para recomeçar”, contou. Solidariedade – Além da assistência básica, o abrigo também recebeu ações voltadas ao bem-estar das crianças. Profissionais da saúde realizaram atendimentos e promoveram atividades recreativas para tornar o ambiente mais acolhedor. A diretora-geral do Distrito Sanitário IV, Bianca Medeiros, ressaltou a importância da mobilização coletiva. “Estamos aqui com várias equipes, levando um pouco de conforto, alimentação e atividades para as crianças. É a soma de esforços que faz a diferença. Sozinho ninguém consegue, mas juntos conseguimos ajudar”, destacou. Durante a ação, foram oferecidas atividades como pintura artística, distribuição de pipoca, algodão doce, além da entrega de roupas e kits de higiene.

Prefeitura celebra Dia do Assistente Social e destaca atuação dos profissionais na promoção da cidadania e garantia de direitos

Um dos profissionais mais imprescindíveis na promoção da justiça socioeconômica e na garantia dos direitos fundamentais, o assistente social tem sua importância celebrada nesta sexta-feira (15), em todo o Brasil. Com atuação em diversas frentes, os assistentes sociais da Prefeitura de João Pessoa desenvolvem um trabalho integrado entre as diferentes secretarias, contribuindo diretamente para o fortalecimento das políticas públicas e da cidadania. O objetivo do profissional é fortalecer o diálogo entre a gestão pública e as populações em situação de vulnerabilidade social, tornando esse contato cada vez mais eficiente, acolhedor e produtivo. Com isso, busca-se ampliar a humanização e a efetividade dos serviços oferecidos à população. As diferentes ações, por sua vez, são realizadas diariamente em áreas como saúde, educação, desenvolvimento social, habitação, entre outras. Proteção socioassistencial – Luciano Carvalho é coordenador do Programa Auxílio-Moradia, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes). O programa consiste em uma política pública de caráter emergencial e temporário, voltado ao atendimento às famílias em situação de vulnerabilidade social ou que precisaram deixar suas residências devido a situações de risco. Em seus 20 anos de atuação na Sedes, Luciano Carvalho já trabalhou em diferentes postos, todos vinculados à área do Serviço Social. “É uma trajetória construída com responsabilidade, escuta qualificada e compromisso social. A Coordenação do Programa Auxílio-Moradia, por exemplo, é uma função desafiadora. Vem sendo um período de intenso aprendizado e crescimento profissional que ampliou minha compreensão sobre a realidade social e fortaleceu, ainda mais, meu compromisso com a Assistência Social”, explica Carvalho. Habitação com dignidade – “É gratificante trabalhar a política de habitação em sua amplitude, pois percebemos a mudança na vida das pessoas, não apenas por terem uma casa, mas uma moradia digna que, vinculada às demais articulações, estimula o protagonismo social e, consequentemente, a melhoria nas condições de vida”. A fala da assistente social Regina Franca aponta para a importância do ofício que escolheu ainda na adolescência, quando, segundo ela, não tinha clareza suficiente sobre os meandros da profissão. Porém, no decorrer das trajetórias acadêmica e profissional, a especialista pode, finalmente, vislumbrar o “oceano de possibilidades” oferecido pelo Serviço Social. Regina Franca é diretora da Equipe Técnica e Social da Secretaria Municipal de Habitação Social (Semhab), pasta responsável por coordenar a política habitacional junto às famílias de baixa renda. Com uma carreira multifacetada, que vai desde o trabalho com dependentes químicos (durante a graduação) ao vasto campo da assistência social (na Prefeitura de João Pessoa), Franca passou por diferentes postos dentro do universo do Serviço Social. De acordo com ela, o trabalho do assistente social na política habitacional da Prefeitura envolve projetos de acompanhamento às famílias em residenciais de interesse social, com ações voltadas à inclusão social, qualificação profissional e articulação com outras políticas públicas. “É uma alegria atuar na Secretaria de Habitação Social da Prefeitura de João Pessoa, já que a gestão acredita e confia no trabalho do assistente social enquanto um ator que faz a diferença na viabilização da política de habitação”, pontuou. A “grande virada” – Benicleide Silvestre, uma garotinha do interior que chegou à capital paraibana aos sete anos de idade, enfrentou várias dificuldades ao longo da infância e adolescência. Porém, sua trajetória teve uma importante ‘virada’ após a conclusão do Ensino Médio, já aos 32 anos, o que possibilitou seu ingresso em um curso universitário. O Serviço Social, por sua vez, surgiu como uma escolha significativa, “um chamado antigo”, marcado pela identificação com as experiências de vulnerabilidade social que ela própria vivenciou. Pós-graduada em Políticas de Proteção Social, Benicleide Silvestre construiu uma trajetória sólida e comprometida com a promoção da cidadania e dos direitos sociais. Atualmente, é a secretária de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuc) de João Pessoa — cidade que a acolheu, onde construiu sua história e conquistou importantes realizações pessoais e profissionais. Sobre as recentes ações da Sedhuc, Silvestre conta que durante as últimas chuvas, 22 famílias foram acolhidas provisoriamente e outras receberam atendimento domiciliar. As ações, segundo ela, garantiram abrigo, alimentação, assistência à saúde e auxílio-moradia, com acompanhamento contínuo. “Me sinto honrada em fazer o que faço, pois vejo o trabalho realizado alcançar vidas. Conquistei a confiança dos gestores, da Rede de Proteção e, principalmente, dos usuários, que são a maior motivação para seguirmos atuando com dedicação a cada dia. Sou feliz e ‘me sinto em casa’ trabalhando na Assistência Social e na Prefeitura de João Pessoa”, concluiu Benicleide Silvestre. Neste Dia do Assistente Social, a gestão municipal vem agradecer o trabalho e a dedicação, não apenas de Benicleide Silvestre, Regina Franca e Luciano Carvalho, mas de todos os seus colegas servidores, que com ética, sensibilidade e compromisso, fazem da solidariedade um instrumento de transformação, contribuindo, assim, para fazer de João Pessoa uma cidade cada vez melhor.