Cícero Lucena anuncia pagamento do ‘Escola Nota 10’ para educadores sociais e convoca novos profissionais para reforçar a inclusão nas escolas

Referência no cuidado de crianças com deficiência ou atípicas na Rede Municipal de Ensino, João Pessoa consolida sua política inclusiva. Nesta quarta-feira (28), o prefeito Cícero Lucena anunciou a inclusão dos educadores sociais no pagamento do prêmio Escola Nota 10, referente ao 14º salário da Educação. O anúncio aconteceu durante formação dos profissionais, no Teatro Pedra do Reino, no Centro de Convenções. O evento faz parte da 14ª Jornada de Formação dos Educadores Municipais (Jofem), que antecede o início do ano letivo e prepara os profissionais para o fortalecimento da escola pública municipal, com práticas transformadoras na inclusão e equidade. Cícero Lucena também disse que a gestão municipal estará chamando outros 303 cuidadores para se somarem aos 2.700 já existentes na rede para reforçarem o cuidado com as crianças atípicas na sala de aula. “O objetivo é capacitá-los a desempenhar plenamente sua missão de acolher as crianças com necessidades especiais, promovendo um ambiente de convivência harmoniosa e afetuosa. Essa integração com os demais alunos visa alcançar nosso propósito de aprimorar a qualidade de vida. O apoio da Secretaria de Educação a este trabalho é fonte de grande alegria, pois evidencia o uso da educação como ferramenta de transformação social, com o intuito de promover o bem-estar”, afirmou o prefeito. O vice-prefeito Leo Bezerra exaltou o papel dos educadores em sala de aula. “Agradeço a dedicação dos servidores da Prefeitura presentes hoje, pois sem esse trabalho não teríamos alcançado nossos objetivos. Essa motivação que nos impulsiona não seria a mesma sem o apoio dos educadores, que, em conjunto com Cícero e Leo, formam a maior e melhor gestão da Educação na história de nossa cidade. As crianças com necessidades especiais têm aumentado e garantimos que serão amparadas”, afirmou. A secretária executiva de Educação e Cultura, Luciana Dias, informou que o prêmio Escola Nota 10 evidencia a relevância de sua atuação no cuidado às crianças com necessidades educacionais especiais. “A rede municipal conta atualmente com 2.700 cuidadores e com o aumento das matrículas e a chegada de novas crianças, haverá a necessidade de mais profissionais, o que demonstra a valorização da função. A administração municipal busca, assim, reconhecer o trabalho desses profissionais”, ressaltou. Este ano, a Rede Municipal de Ensino está chegando aos 80 mil alunos, sendo cerca de oito mil com alguma necessidade especial, seja deficiência física ou atípicas, incluindo do espectro autista. Gabriela Silva é cuidadora de duas crianças autistas. Ela agradeceu o reconhecimento da Prefeitura de ser inserida no 14º salário da Educação e valorizou o cuidado que desempenha em sala de aula. “É um trabalho fundamental, porque promove a inclusão, ajuda as crianças se desenvolverem e garante o bom funcionamento do ambiente escolar. O prêmio é importante, nos ajuda arcar com despesas e incentiva ainda mais dedicar-se a fazer o melhor pelas nossas crianças”, celebrou a educadora. Texto: Max OliveiraEdição: Cristina CavalcanteFotografia: Stanley Talião
Cícero Lucena e Leo Bezerra exaltam reconhecimento dos profissionais da Educação durante anúncio do prêmio ‘Escola Nota 10’

A Educação municipal de João Pessoa vem alcançando ótimos índices de aprendizagem, com destaque no indicador de leitura na idade certa. Programas pedagógicos de referência, como o ensino de robótica — no qual João Pessoa se destaca em competições nacionais e até internacionais —, somam-se a investimentos estruturantes, com escolas reformadas, equipadas com tecnologia Google e Salas Maker. Esse resultado é fruto de uma política educacional e do empenho dos profissionais, que nesta quinta-feira (18) receberam do prefeito Cícero Lucena e do vice-prefeito Leo Bezerra o prêmio ‘Escola Nota 10’, com mais de R$ 22 milhões referentes ao 14⁰ salário da Educação. Ao todo, 6.500 profissionais da Educação municipal estão sendo beneficiados, numa premiação referente a três dimensões do processo educativo: o desempenho do processo de aprendizagem; a organização e a gestão do trabalho pedagógico-administrativo escolar; e a formação continuada dos trabalhadores e profissionais da Educação. Cada escola recebe sua avaliação e quem obteve a premiação máxima recebe valor referente a duas vezes o salário. “É com renovado apreço que expressamos nossa gratidão a todos que dedicam seu trabalho à Educação no Município de João Besson. Juntos, cultivamos o sonho e a realização de uma educação pública que se mantém fiel ao seu papel de instrumento transformador, visando o desenvolvimento humano e a construção de um futuro mais justo, humano e solidário. Reconhecemos e agradecemos a dedicação daqueles que atuam na Educação em João Pessoa, e esperamos que esse exemplo de comprometimento se multiplique por toda Paraíba”, afirmou o prefeito. Rede de ensino – O vice-prefeito Leo Bezerra também exaltou os profissionais da Educação, professores, gestores, cada profissional que faz João Pessoa ser referência no Nordeste, seja no aprendizado, na inovação tecnológica e na inclusão de crianças com alguma deficiência e autistas. “Assistimos a uma demonstração da dedicação e competência de toda a equipe, composta por professores e funcionários da Prefeitura, que, juntos, contribuem para uma educação de excelência, impactando positivamente a vida de nossas crianças. Mais de R$ 22 milhões são investidos anualmente em Educação, um investimento que se reflete na qualidade do ensino e nas atividades escolares”, celebrou Leo Bezerra. Valorização – A secretária municipal de Educação e Cultura (Sedec), América Castro, disse que o prêmio ‘Escola Nota 10’ representa o reconhecimento dos avanços construídos diariamente nas unidades escolares. É resultado do trabalho coletivo, do compromisso dos profissionais da Educação e da parceria com estudantes e famílias. Celebrar esse momento, segundo a secretária, é valorizar a escola pública e reafirmar o compromisso com uma educação cada vez mais forte e de qualidade. “O impacto positivo se estende a todos os alunos, independentemente de suas notas, e hoje, em particular, a maioria obteve a pontuação máxima. Esse sucesso é fruto do nosso progresso na aprendizagem, na melhoria da infraestrutura escolar e no desenvolvimento da formação docente. Somos pilares que sustentam uma educação de qualidade”, destacou a secretária. Somos Nota 10 – Durante a solenidade, que contou com apresentação musical de banda formada por alunos da Escola Padre Pedro Serrão, os profissionais da Educação receberam as suas notas, com ampla maioria 10 – escolas e CMEIs. Da Escola Lions Tambaú, a diretora administrativa Maria da Luz agradeceu a premiação e disse que todo o esforço em sala de aula foi recompensado – e que tudo se reflete no aprendizado. “Estamos nos dedicando, cuidando dos nossos alunos com todo amor. Nossa unidade é mais uma que está sendo reconstruída, para ganhar todas as inovações da Rede Municipal de Ensino. Um dia feliz para todos nós que fazendo a Educação de João Pessoa”, comemorou. Da Escola Municipal Arlete de Almeida, a diretora Edizeuda Rodrigues também comemorou o resultado nota 10. “Estou orgulhosa de todos os profissionais. Somos merecedores, por tudo que fazendo em sala de aula. E a Prefeitura está reconhecendo isso com um prêmio muito importante”, afirmou a profissional da Educação. Texto: Max OliveiraEdição: Cristina CavalcanteFotografia: Sérgio Lucena e Renata Medeiros
Guarda Civil Metropolitana e Secretaria de Educação unem forças pela cultura de paz nas escolas

Em meio as turbulências intensas e transformadoras ocorridas na adolescência, professores e estudantes enfrentam diversos desafios que impactam no aprendizado e no ambiente escolar. Dentro deste contexto, o projeto de ‘Mediação Escolar e Desenvolvimento de uma Cultura de Paz’ da Prefeitura de João Pessoa, implantado na Rede Municipal de Ensino, já beneficiou mais de três mil pessoas da comunidade escolar, incluindo estudantes, professores, coordenadores, diretores e familiares dos alunos. O projeto é de iniciativa da Prefeitura, por meio da Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania de João Pessoa (Semusb), através da Guarda Civil Metropolitana, em parceria com a Secretaria de Educação e Cultura (Sedec). O projeto foi implantado no segundo semestre de 2023 e está ativo em sete unidades escolares da Capital, sendo a última a Escola Anayde Beiriz, no Bairro das Indústrias. “É importante destacar que o projeto já se encontra em regiões diversas da cidade. Já chegou ao bairros Varadouro, Bessa, Novais, Colinas do Sul, Grotão e Bairro das Indústrias, por meio das escolas municipais contempladas. Acreditamos que os alunos podem levar a cultura de paz à escola e para os ambientes onde vivem, atuando como multiplicadores”, destacou a coordenadora do projeto Mediadores Mirins, Wânia Di Lorenzo. A participação dos jovens para se transformar em mediador mirim é voluntária, bastando ter entre 10 e 14 anos e contar com a autorização dos pais. Os alunos selecionados, através de edital, participam do curso de ‘Formação de Mediadores Mirins’, que engloba temas como ‘Circuito de Paz’ e ‘Justiça Restaurativa’, além de assuntos voltados para o desenvolvimento da ‘Comunicação Não Violenta’. Atualmente, três escolas estão inseridas na formação do II Curso de Formação de Mediadores Mirins, ministrado pela equipe da Semusb. Neste semestre, o curso atendeu alunos das Escolas Municipais Damásio Barbosa da Franca (Trincheiras); Deputado Fernando Paulo Carrilho Milanez (Gramame) e Arnaldo de Barros (Bairro dos Novais). Wânia Di Lorenzo garante que a iniciativa se estabelece como um canal de comunicação eficiente, atento as relações interpessoais dentro do ambiente escolar. “É o momento de levantar estratégias que oportunizam o desenvolvimento de novos valores direcionados para a paz social, para construção de laços de cidadania e de coletividade, além da quebra de ciclos de violência na escola e no meio familiar”, ressaltou. Para ela, a segurança pública está ligada diretamente com a educação. “Com o projeto podemos atuar preventivamente. Quando se começa a trabalhar desde pequeno, temos a oportunidade de mudar a cultura. As atividades interativas são realizadas através de dinâmicas, palestras, cine debate de maneira lúdica abordando conhecimentos técnicos, científicos e os problemas relatados. As discussões são realizadas em círculos, conversas olho no olho, valorizando os temas levantados pelos estudantes, suas dificuldades, medos, anseios, valorizando o que há de positivo”, explicou. A coordenadora lembrou ainda que o projeto alcança alunos, gestores e familiares e ou responsáveis. “Apesar de o foco ser as crianças, a escolha do público-alvo nas atividades do dia a dia é feita junto com base no diagnóstico e escolha de cada escola individualmente”. Na sua avaliação, a proposta de Mediadores Mirins possibilita chegar mais perto da percepção dos alunos sobre os conflitos escolares. “O olhar de igualdade é sempre pregado, por isso trabalhamos com ênfase no combate ao racismo, à discriminação, o bullyng, à violência etária e de gênero, drogas, além de abordar questões de saúde mental da criança, entre outras. Nas duas turmas também tivemos alunos que são pessoas com deficiência e com outros sofrimentos emocionais”, relatou Wânia. Humberto Nóbrega, diretor da Escola Arnaldo de Barros Moreira, no Bairro do Novais, fala sobre a recente implantação do projeto em sua unidade. “A mediação de conflitos é uma prática constante na nossa escola, mas o projeto de Mediadores Mirins da Guarda Civil veio para fortalecer esse processo”, ressaltou. “Melhorou muito em vários aspectos já no decorrer do curso de formação. Desde o ano passado que temos trabalhado com a cultura de paz, com oficinas e vivências, contando com a participação de vários profissionais porque já observávamos que tínhamos que ter cuidado com a condução de conflitos na escola. Durante os conflitos conversávamos, fazíamos as primeiras mediações. Esse ano já está em outros passos, os meninos já estão partindo para a resolução do conflito entre eles mesmos”, disse. Para Humberto, é importante o aprendizado porque os jovens que participam do projeto passam a ser multiplicadores. “No curso eles tiveram várias vivências em que aprenderam diversos tipos de mediação, técnicas, daí eles trazem essas experiências para a escola. Esse processo é transformador, principalmente para os próprios alunos. Eles começam a fazer um processo de sensibilização interior, passam a vivenciar esse processo”, frisou. A professora de Protagonismo e História, Martha Ferreira, acredita que as mudanças comportamentais dos alunos participantes do curso de formação são visíveis. Na sua avaliação, os mediadores se tornam referência na escola, além de terem fortalecido a autoestima. “É muito bom ver que temos alunos focados, que estão se inspirando para seus projetos de vida, vendo novos caminhos. Antes, a gente perguntava qual seu projeto de vida? Respondiam que nunca tinham pensado nisso. Hoje eles já percebem que podem sonhar e realizar”, destacou. Alunos elogiam iniciativa – O adolescente Miguel Fernandes, 14 anos, aluno do 9º ano da Escola Arnaldo de Barros Moreira, no Bairro do Novais, disse que se interessou desde o início em participar do projeto. “Eu mesmo quis participar para ajudar a mediar brigas, ajudar a resolver conflitos, sem ser na base da violência, nem de xingamentos”, ressaltou. Sua colega de escola, Luciana Vitória, de 13 anos, também participou do curso. “Eu percebi que aqui na escola a gente tem tido muitos conflitos, muitos na base da violência física e também da violência verbal. Então, quando surgiu essa oportunidade, pensei: por que não fazer esse curso de mediador mirim e trazer um pouco dessa cultura de paz aqui para a escola?. Fazer a minha parte para melhorar essa situação”, declarou. Ester Germano, de 11 anos, também participou da formação. Ela está cursando o 7º ano na Escola Municipal Deputado Fernando Milanez, em Gramame. A