Leo Bezerra destaca investimentos e celebra os 43 anos de Mangabeira com a população

A manhã desta quinta-feira (23) foi marcada por celebração, serviços e valorização da cultura local no bairro de Mangabeira. A programação especial em comemoração aos 43 anos do bairro mais populoso da Capital aconteceu no Centro Cultural Mangabeira Tenente Lucena, reunindo moradores, lideranças comunitárias e representantes da gestão municipal. O prefeito Leo Bezerra parabenizou Mangabeira pelos seus 43 anos, destacando os avanços promovidos pela gestão municipal nos últimos anos. Segundo o gestor, já foram investidos mais de R$ 105 milhões em obras de infraestrutura no bairro, com destaque para a pavimentação de mais de 100 ruas, implantação de iluminação em LED e a construção ou reconstrução de 10 escolas. Leo Bezerra também ressaltou o andamento das obras da ponte sobre o Rio Cuiá, que vai ligar Mangabeira ao bairro do Valentina Figueiredo, melhorando a mobilidade urbana na região. Durante a Caravana do Cuidar, o prefeito reforçou a importância da participação integrada das diversas secretarias da Prefeitura, parabenizou a população de Mangabeira e destacou o compromisso da gestão em levar serviços de qualidade e ampliar os investimentos no bairro. “É com grande satisfação que retorno aqui, onde nossos serviços de zeladoria, como a limpeza das ruas, capinação, poda de árvores e pintura, estão presentes, aprimorando o bairro. As escolas e as creches são exemplos dos investimentos que a Prefeitura tem destinado a Mangabeira, ultrapassando R$ 105 milhões, com previsão de crescimento contínuo. É uma imensa alegria estar aqui, sentindo o calor humano da população. Reafirmo nosso compromisso: todos os secretários municipais estarão nas ruas, em contato direto com a população, ouvindo, dialogando e buscando soluções para as necessidades de todos”, destacou Leo Bezerra. Das 8h às 12h, a população teve acesso a diversos atendimentos gratuitos, além de apresentações culturais protagonizadas por grupos do próprio bairro. Um dos momentos mais simbólicos foi o tradicional corte do bolo de 43 quilos, em alusão à idade de Mangabeira, reunindo moradores em um gesto de celebração coletiva e pertencimento. Centro cultural – Entre as apresentações, o coral da terceira idade emocionou o público. O grupo é liderado por Maria das Graças Barbosa, de 75 anos, que acompanha a história do bairro de Mangabeira há décadas. “Estou aqui desde a fundação do Centro Cultural e vi esse serviço melhor a cada ano. Temos o nosso grupo do coral, que é sempre muito bem recebido aqui. A música é um reflorescimento da saúde, principalmente para os idosos, que saem de casa para cantar, interagir e já viajamos muito também. Só temos motivos para celebrar”, disse. “Mangabeira é um orgulho de João Pessoa e celebra seus 43 anos com a grandeza de um bairro que cresce junto com o seu povo. Aqui, cada rua carrega histórias de luta, trabalho e superação. Gente simples, acolhedora e forte, que transforma o cotidiano em construção de futuro. É esse povo de Mangabeira que dá sentido as unidades educacionais, nas famílias que incentivam, nos estudantes que sonham e nos educadores que, com dedicação, fazem da escola um espaço de transformação”, frisou a secretária de Educação e Cultura da Capital, América Castro. O sentimento de orgulho também foi compartilhado pelo diretor do equipamento. Júnior Mangabeira destacou que a comemoração do aniversário do bairro aconteceu dentro do Centro Cultural Mangabeira Tenente Lucena pela primeira vez, o que foi considerado um marco para a gestão do espaço. “É um momento histórico. Estamos trazendo a população para dentro do Centro Cultural e mostrando que aqui é um espaço vivo, com cursos, oficinas e apresentações. Hoje já ultrapassamos mil alunos e mais de 15 opções de cursos. Somos um celeiro cultural, um espaço que está em constante movimento”, destacou. Além do coral, se apresentaram no evento os grupos de dança, Idosos em Ação e o grupo do serviço de convivência do Cras Mangabeira; além de apresentações de zumba e capoeira. A participação desses grupos reforçam o papel do espaço como ponto de encontro e desenvolvimento artístico da comunidade. Para muitos moradores, o Centro Cultural Tenente Lucena é mais que um equipamento público é um espaço de convivência, aprendizado e fortalecimento de vínculos. Uma história construída pela comunidade – A festa também carrega a força da tradição. Idealizador da comemoração, o líder comunitário Jorge Neves relembrou o início do evento. “Começamos há 40 anos, quando Mangabeira ainda era um lugar distante, onde ninguém queria morar. Hoje é um bairro consolidado, com estrutura, comércio e oportunidades. Mangabeira é um ‘bairro-cidade’, com mais de 180 mil habitantes e uma história de muito esforço e crescimento”, afirmou. A programação contou ainda com a atuação de projetos sociais e comunitários, como o Mãos Amigas, que promove capacitação profissional para mulheres em situação de vulnerabilidade. De acordo com a coordenadora Ana Leonora, mais de 5 mil mulheres já foram beneficiadas pela iniciativa. Durante o evento, elas participaram com serviços de embelezamento e ações de empoderamento. “É o povo que faz essa festa. Mangabeira é um bairro de todos nós, com muita história, luta e conquistas. Hoje reunimos diversos grupos e comunidades, mostrando a força da participação popular”, ressaltou. Caravana do Cuidar leva serviços gratuitos à população – Dentro da programação, a Caravana do Cuidar, promovida pela Secretaria de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuc), reforçou o caráter social do evento reunindo uma série de serviços gratuitos voltados à população, como atendimentos de saúde, assistência social, orientação jurídica e defesa do consumidor. A coordenadora do serviço, Raquel Feitosa, destacou a importância da integração entre os serviços e a comunidade, especialmente em um bairro com a dimensão de Mangabeira. “A Caravana do Cuidar tem esse papel de aproximar a assistência social das pessoas, de levar os serviços para perto de quem realmente precisa. Quando a gente reúne diversas secretarias em um mesmo espaço, conseguimos atender de forma mais completa, ouvir a população e fortalecer esse vínculo com o território. Mangabeira é um bairro grande, diverso, e ações como essa garantem que os direitos cheguem de forma mais acessível”, explicou. Para os moradores, a presença dos serviços públicos no bairro representa praticidade e acesso a direitos. Foi o caso de Carlos

Cícero Lucena entrega 2ª etapa do Cemapi, o maior e mais moderno espaço de educação, cultura e esportes de João Pessoa

Um painel com uma pintura gigante na entrada convida a todos a entrar em um espaço de educação, cultura e prática esportiva. Inaugurado nesta quarta-feira (1º) pelo prefeito Cícero Lucena, a segunda etapa do Centro Escolar Municipal de Atividades Pedagógicas Integradoras Arthur da Costa Freire (Cemapi) se destaca como o maior e mais moderno equipamento já entregue pela Prefeitura de João Pessoa para atender os alunos da Rede Municipal de Ensino. Com investimento de R$ 10 milhões e área total de 10.806 metros quadrados, o espaço reúne teatro moderno com capacidade para 200 pessoas, biblioteca com acervo literário, pavilhão para atividades culturais, parque aquático com piscina semiolímpica, piscina infantil e vestiários, além de campo society também equipado com vestiários. A estrutura ainda conta com estacionamento, pintura e padronização completa da edificação, instalações hidrossanitárias, elétricas e de combate a incêndio, além de recursos de acessibilidade, consolidando o Cemapi como um ambiente inovador, inclusivo e preparado para ampliar as oportunidades de aprendizado, convivência e desenvolvimento dos estudantes. “Desejo que este equipamento seja apresentado à cidade de João Pessoa e a todo o estado da Paraíba como um modelo que promove uma educação integral. Ele proporciona a interação com as famílias dos alunos da comunidade, com atividades como teatro, biblioteca, espaço multicultural, campo de futebol, piscina semiolímpica, ginásio coberto, quadras de areia e recursos tecnológicos integrados. Acreditamos firmemente que este projeto deve ser replicado. Em João Pessoa, já estamos implementando, com a autorização para a construção de uma segunda unidade no Jardim Veneza”, destacou Cícero Lucena. O Cemapi é o 62º equipamento da Educação entregue pela atual gestão, desde 2021, somando as 6 unidades construídas do zero com recursos públicos e as demais como projeto de reconstrução, que avança até que contemple todas as 205 unidades. A secretária municipal de Educação e Cultura, América Castro, disse que outras 17, que contam com recursos federais, estão sendo construídas do zero para ampliar as vagas de ensino na Capital. “O Cemapi vai realizar as atividades e pesquisas, tanto para os alunos da Rede Municipal de Ensino quanto para toda a comunidade de João Pessoa, possibilitando o acesso a reuniões, estudos e cursos. É um belíssimo equipamento entregue pela Prefeitura de João Pessoa que será utilizado para formar novos cidadãos”, ressaltou América Castro. O primeiro projeto a funcionar no Cemapi é o da ‘Iniciativa do Futuro’, para alunos do 8⁰ e 9⁰ ano, segundo explicou o diretor do equipamento, Francisco Chaves. “Os alunos farão a inscrição na escola e iniciarão suas atividades esportivas. A prioridade será atender aos alunos do 8º e 9º ano, mas o prefeito garantiu a inclusão de outros estudantes. O principal foco, neste momento, será o atendimento aos participantes da ‘Iniciativa do Futuro’. Adicionalmente, as noites serão abertas à comunidade para uso do campo pelas equipes de futebol da região. Há também interesse de idosos em utilizar o ginásio. Todos esses detalhes serão definidos em conjunto”, explicou.

Estação Cabo Branco promove evento em homenagem ao Dia Internacional da Mulher

A Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes realizou, na tarde desta sexta-feira (6), o Chá Cultural das Mulheres, uma ação especial em alusão ao Dia Internacional da Mulher, que é celebrado no dia 8 de março para lembrar a luta por igualdade, direitos e reconhecimento. O evento contou com a participação do Grupo da Maioridade da Associação do Prosind de Mangabeira e reuniu atividades voltadas ao entretenimento, às artes e à valorização da cultura. A iniciativa foi promovida pela Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa (Sedec-JP) e integrou a programação cultural desenvolvida no espaço, que busca incentivar a convivência, o aprendizado e a participação social. De acordo com Denise Paz, chefe do Setor de Gestão Educacional da Estação Cabo Branco, o encontro faz parte de um projeto contínuo realizado no local. “O Chá Cultural acontece mensalmente com o objetivo de proporcionar uma tarde de entretenimento, artes e cultura, fortalecendo os vínculos e estimulando a participação das pessoas nas atividades culturais”, destacou. A ação também reforça o papel da Estação Cabo Branco como um importante espaço de promoção da educação, da cultura e da integração social em João Pessoa, oferecendo atividades que dialogam com diferentes públicos e valorizam datas simbólicas como o Dia Internacional das Mulheres.

Prefeitura de João Pessoa finaliza pagamento da compra do Teatro Ednaldo do Egypto

A Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec), efetivou a compra do Teatro Ednaldo do Egypto, localizado no bairro de Manaíra, o que representa um marco histórico para a cultura da Capital. O espaço simboliza resistência, democracia cultural e acesso à arte, especialmente para aqueles que sempre encontraram neste teatro um lugar de acolhimento, voz e expressão. “Garantir a aquisição desse equipamento cultural é reafirmar o compromisso do poder público com a preservação da memória, com o fortalecimento da cultura local e com o respeito aos produtores e produtoras de obras artísticas. Realizar esse pagamento não foi apenas um ato administrativo, mas uma decisão política consciente, feita com responsabilidade, sensibilidade e a certeza de que investir em cultura é investir no desenvolvimento humano, social e democrático da nossa cidade”, ressaltou a secretária da Educação e Cultura, América Castro. Em 2023, o prefeito Cícero Lucena sancionou a Lei nº 14.943 que reconhece o Teatro Ednaldo do Egypto como Patrimônio Cultural de João Pessoa. O local foi inaugurado em 27 de março de 1995, em homenagem ao Dia Internacional do Teatro e do Circo.  Foi publicado no Diário Oficial de 5 de julho de 2024, o Decreto nº 10.681, que trouxe a desapropriação do prédio, localizado na Avenida Maria Rosa, nº 284. No documento, em seu art. 2º, trouxe que o imóvel será destinado à continuidade do funcionamento do Centro de Artes Municipal.  Eventos culturais – Atualmente o espaço está sendo utilizado com atividades artístico-culturais, além de promover a Mostra de Teatro com encenação dos alunos da rede municipal, e espetáculos de peças teatrais de diversas companhias.

Secretaria de Educação de João Pessoa leva música e arte para escolas da rede de ensino

A música e arte circense fizeram a alegria dos alunos da Escola Municipal Américo Falcão, no bairro do Cristo Redentor, nesta terça-feira (11). A ação realizada pela Secretaria de Educação e Cultura (Sedec-JP), por meio da Seção de Bandas, contou com a Orquestra da Sedec e o Palhaço Coceirinha que apresentaram o espetáculo ‘O palhaço que não gostava de música’. “Poder estar aqui, nesta unidade, onde a gente está fazendo esse espetáculo, unindo teatro e música associados, para trazer alegria para essa meninada é muito gratificante. Tivemos uma manhã belíssima, onde a gente sorriu e o sorriso traz a alegria e vai diminuindo o peso do dia a dia. Muita gratidão a todos e a todas que fazem isso acontecer. O nosso prefeito Cícero Lucena diz que se a meninada quer, é para fazer”, disse a secretária de Educação, América Castro. O espetáculo iniciou com a Orquestra da Sedec tocando músicas de desenhos animados. Em seguida o Palhaço Coceirinha entrou em cena levando a alegria para todos os alunos. O espetáculo conta a história dO Palhaço Coceirinha, que é uma pessoa que não gosta de música. Mas depois, a cada peça executada pela orquestra, ele vai se encantando pela música. No final do espetáculo o palhaço fica sensível ao som dos instrumentos, ao som da música, porque ele vai recordando momentos de quando era criança, momentos com a mãe, o pai e a avó, das brincadeiras que ele ouvia no circo. Tudo de forma bastante lúdica. Então a música vem trazendo para as crianças essa sensibilidade infantil, de uma forma mais lúdica. “Toda a minha vida eu estudei em escola pública, na escola Municipal Augusto dos Anjos. E eu fui contemplado em ter o contato com a música na escola. Então, hoje eu vejo que a música nas escolas é muito importante, exatamente porque esse momento de hoje vai ficar na memória das crianças. É muito gratificante poder ver as crianças interagindo comigo, com a orquestra, com a música”, disse o professor de Educação Física, Jacson Lima da Silva, intérprete do palhaço Coceirinha. As crianças também participaram das brincadeiras e puderam interagir, como o caso da aluna do 3º ano do Fundamental I, Ana Bárbara. O Palhaço Coceirinha esticou uma corda no chão e a aluna precisou atravessar como se estive em uma corda bamba. “Foi muito legal. Eu fiquei sem entender um pouco no começo, mas eu só entendi que era para passar pela corda. Eu também achei muito bom quando a Orquestra tocou a música da Pantera Cor-de-Rosa”, disse a aluna. A próxima apresentação será nesta quinta-feira (13), às 9h30, na Escola Municipal Ativa Integral Santos Dumont, bairro do Varadouro. Ver, assim, no olhar das crianças e entender realmente que a música faz a diferença na vida da gente é muito bom. Já visitamos a Escola Municipal Jornalista Raimundo Nonato e Hugo Moura. Além da EMAI Santos Dumont e ainda teremos no dia 18 de desse mês a Escola Municipal Moema Tinoco, no bairro do João Paulo II”, explicou o diretor da Seção de Bandas da Sedec-JP, Rômulo Albuquerque.

Guarda Civil Metropolitana e Secretaria de Educação unem forças pela cultura de paz nas escolas

Em meio as turbulências intensas e transformadoras ocorridas na adolescência, professores e estudantes enfrentam diversos desafios que impactam no aprendizado e no ambiente escolar. Dentro deste contexto, o projeto de ‘Mediação Escolar e Desenvolvimento de uma Cultura de Paz’ da Prefeitura de João Pessoa, implantado na Rede Municipal de Ensino, já beneficiou mais de três mil pessoas da comunidade escolar, incluindo estudantes, professores, coordenadores, diretores e familiares dos alunos. O projeto é de iniciativa da Prefeitura, por meio da Secretaria de Segurança Urbana e Cidadania de João Pessoa (Semusb), através da Guarda Civil Metropolitana, em parceria com a Secretaria de Educação e Cultura (Sedec). O projeto foi implantado no segundo semestre de 2023 e está ativo em sete unidades escolares da Capital, sendo a última a Escola Anayde Beiriz, no Bairro das Indústrias. “É importante destacar que o projeto já se encontra em regiões diversas da cidade. Já chegou ao bairros Varadouro, Bessa, Novais, Colinas do Sul, Grotão e Bairro das Indústrias, por meio das escolas municipais contempladas. Acreditamos que os alunos podem levar a cultura de paz à escola e para os ambientes onde vivem, atuando como multiplicadores”, destacou a coordenadora do projeto Mediadores Mirins, Wânia Di Lorenzo. A participação dos jovens para se transformar em mediador mirim é voluntária, bastando ter entre 10 e 14 anos e contar com a autorização dos pais. Os alunos selecionados, através de edital, participam do curso de ‘Formação de Mediadores Mirins’, que engloba temas como ‘Circuito de Paz’ e ‘Justiça Restaurativa’, além de assuntos voltados para o desenvolvimento da ‘Comunicação Não Violenta’. Atualmente, três escolas estão inseridas na formação do II Curso de Formação de Mediadores Mirins, ministrado pela equipe da Semusb. Neste semestre, o curso atendeu alunos das Escolas Municipais Damásio Barbosa da Franca (Trincheiras); Deputado Fernando Paulo Carrilho Milanez (Gramame) e Arnaldo de Barros (Bairro dos Novais). Wânia Di Lorenzo garante que a iniciativa se estabelece como um canal de comunicação eficiente, atento as relações interpessoais dentro do ambiente escolar. “É o momento de levantar estratégias que oportunizam o desenvolvimento de novos valores direcionados para a paz social, para construção de laços de cidadania e de coletividade, além da quebra de ciclos de violência na escola e no meio familiar”, ressaltou. Para ela, a segurança pública está ligada diretamente com a educação. “Com o projeto podemos atuar preventivamente. Quando se começa a trabalhar desde pequeno, temos a oportunidade de mudar a cultura. As atividades interativas são realizadas através de dinâmicas, palestras, cine debate de maneira lúdica abordando conhecimentos técnicos, científicos e os problemas relatados. As discussões são realizadas em círculos, conversas olho no olho, valorizando os temas levantados pelos estudantes, suas dificuldades, medos, anseios, valorizando o que há de positivo”, explicou. A coordenadora lembrou ainda que o projeto alcança alunos, gestores e familiares e ou responsáveis. “Apesar de o foco ser as crianças, a escolha do público-alvo nas atividades do dia a dia é feita junto com base no diagnóstico e escolha de cada escola individualmente”. Na sua avaliação, a proposta de Mediadores Mirins possibilita chegar mais perto da percepção dos alunos sobre os conflitos escolares. “O olhar de igualdade é sempre pregado, por isso trabalhamos com ênfase no combate ao racismo, à discriminação, o bullyng, à violência etária e de gênero, drogas, além de abordar questões de saúde mental da criança, entre outras. Nas duas turmas também tivemos alunos que são pessoas com deficiência e com outros sofrimentos emocionais”, relatou Wânia. Humberto Nóbrega, diretor da Escola Arnaldo de Barros Moreira, no Bairro do Novais, fala sobre a recente implantação do projeto em sua unidade. “A mediação de conflitos é uma prática constante na nossa escola, mas o projeto de Mediadores Mirins da Guarda Civil veio para fortalecer esse processo”, ressaltou. “Melhorou muito em vários aspectos já no decorrer do curso de formação. Desde o ano passado que temos trabalhado com a cultura de paz, com oficinas e vivências, contando com a participação de vários profissionais porque já observávamos que tínhamos que ter cuidado com a condução de conflitos na escola. Durante os conflitos conversávamos, fazíamos as primeiras mediações. Esse ano já está em outros passos, os meninos já estão partindo para a resolução do conflito entre eles mesmos”, disse. Para Humberto, é importante o aprendizado porque os jovens que participam do projeto passam a ser multiplicadores. “No curso eles tiveram várias vivências em que aprenderam diversos tipos de mediação, técnicas, daí eles trazem essas experiências para a escola. Esse processo é transformador, principalmente para os próprios alunos. Eles começam a fazer um processo de sensibilização interior, passam a vivenciar esse processo”, frisou. A professora de Protagonismo e História, Martha Ferreira, acredita que as mudanças comportamentais dos alunos participantes do curso de formação são visíveis. Na sua avaliação, os mediadores se tornam referência na escola, além de terem fortalecido a autoestima. “É muito bom ver que temos alunos focados, que estão se inspirando para seus projetos de vida, vendo novos caminhos. Antes, a gente perguntava qual seu projeto de vida? Respondiam que nunca tinham pensado nisso. Hoje eles já percebem que podem sonhar e realizar”, destacou. Alunos elogiam iniciativa – O adolescente Miguel Fernandes, 14 anos, aluno do 9º ano da Escola Arnaldo de Barros Moreira, no Bairro do Novais, disse que se interessou desde o início em participar do projeto. “Eu mesmo quis participar para ajudar a mediar brigas, ajudar a resolver conflitos, sem ser na base da violência, nem de xingamentos”, ressaltou. Sua colega de escola, Luciana Vitória, de 13 anos, também participou do curso. “Eu percebi que aqui na escola a gente tem tido muitos conflitos, muitos na base da violência física e também da violência verbal. Então, quando surgiu essa oportunidade, pensei: por que não fazer esse curso de mediador mirim e trazer um pouco dessa cultura de paz aqui para a escola?. Fazer a minha parte para melhorar essa situação”, declarou. Ester Germano, de 11 anos, também participou da formação. Ela está cursando o 7º ano na Escola Municipal Deputado Fernando Milanez, em Gramame. A