Prefeitura vai elaborar plano de uso para eventos na Estação Cabo Branco

A Prefeitura de João Pessoa reafirmou seu compromisso com o uso adequado e responsável da Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, durante audiência com o Ministério Público da Paraíba (MPPB) realizada nesta terça-feira (2). A gestão municipal se comprometeu em elaborar um plano de uso, no prazo de 120 dias, regulamentando o tipo de evento que poderá ser realizado no equipamento público. Durante esse período, o Município se comprometeu a continuar com a suspensão dos eventos. A secretária de Educação e Cultura da Capital, América Castro, ressaltou que a prefeitura tem utilizado o espaço sempre em conformidade com as orientações dos órgãos responsáveis e seguindo as normas aplicadas pelas gestões anteriores. “Agora, somamos esforços com a Procuradoria, a Secretaria de Meio Ambiente e a direção da Estação Cabo Branco para elaborar, nos próximos 120 dias, um plano de uso que garanta pertinência, responsabilidade ambiental e alinhamento à vocação científica, cultural e educativa do equipamento”, informou. América Castro acrescentou que serão realizados estudos no local para garantir que tudo seja preservado e o plano seja seguido. “Acolhemos o compromisso assumido pelo prefeito Cícero Lucena de suspender eventos até março, permitindo a realização dos estudos necessários sobre mobilidade, impactos ambientais e sonoros. A Educação estará presente em todo esse processo, contribuindo para que a Estação Cabo Branco seja cada vez mais um espaço de conhecimento, cultura e serviço à comunidade”, destacou. A audiência foi conduzida pelo 42º promotor de Justiça de João Pessoa, Edmilson de Campos Leite Filho. Ele informou que, ao final do prazo de 120 dias, com o plano de uso já elaborado pela Prefeitura da Capital, será firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). “Nós já desenhamos o mês de março para uma nova audiência, onde provavelmente celebraremos um Termo de Ajustamento de Conduta que será feito a várias mãos, mas principalmente com as autoridades municipais, para que se dê um uso melhor, um uso comunitário, pertinente e cultural ao equipamento. O que queremos, na realidade, é dar um disciplinamento melhor para que eventos temáticos pertinentes ao local sejam realizados”, afirmou. Também estiveram na audiência o procurador-geral do Município de João Pessoa, Bruno Nóbrega; o controlador-geral, Diego Fabrício de Albuquerque; o secretário de Meio Ambiente, Welison Silveira; o diretor da Estação Cabo Branco, Olié Martins; além de representantes da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedurb). Os representantes do Município de João Pessoa apresentaram documentos e informaram sobre os procedimentos que são utilizados para cessão da Estação Cabo Branco, no bairro Altiplano, para eventos públicos e privados. Também relataram que todos os eventos estão suspensos. FONTE: https://www.joaopessoa.pb.gov.br/noticias/prefeitura-vai-elaborar-plano-de-uso-para-eventos-na-estacao-cabo-branco/
Mais de 15 artistas e 19 exposições integram a programação da Estação Cabo Branco

A Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, no bairro do Altiplano, apresenta uma vasta e diversificada programação para os amantes da arte e da cultura. O local, gerido pela Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa (Sedec), conta com um total de 19 exposições em cartaz, que oferecem um panorama artístico e cultural abrangente, abordando desde questões existenciais e sociais até a celebração da natureza e das tradições regionais. Do total de mostras, 9 são interinas e 10 permanentes, com a participação de 14 artistas e 4 instituições. O acesso é totalmente gratuito. Algumas das exposições interinas têm data para terminar, por isso o visitante precisa se apressar para aproveitá-las. A exposição ‘Panorama da Fotografia da Bahia: Ecologia de Sentidos’, com fotografias premiadas de 26 artistas, e a feira de artesanato do Coletivo Artesãos do Alto, que oferece itens e histórias da cultura nordestina, permanecem em cartaz até o fim deste mês. Também se despedem do público em 31 de agosto as exposições ‘Fábula: Fragmentos do Jardim’, do Coletivo UFPB, que mostra a relação dos artistas com a natureza e a imaginação, e ‘Do Sal ao Barro’, do artista Thiago Müller, que busca memórias afetivas no contexto do Nordeste brasileiro. Visitação até setembro – Quem não puder visitar a Estação Cabo Branco agora, ainda terá a chance de ver outras mostras interinas que continuam até setembro. Entre elas estão: Cores da Cidade, de LQGeor (Orlando Quadros), que utiliza a técnica da pirografia em papel para retratar paisagens urbanas; Corpo de Falésia, da artista Lola Pinto, inspirada nas falésias do litoral paraibano; Komorebi: Luzes no Bosque, de Maria Bonolo, que estuda o fenômeno da luz do sol filtrando por entre as folhas das árvores; Cores Extremas, de Petrônio Bendito, que aborda questões urgentes para a humanidade de forma poética e moderna; Atávica Chama, de Sidney Azevedo, que leva o público a uma imersão nos estados de não-consciência e na imensidão do inconsciente. Obras permanentes – Além das exposições temporárias, a Estação Cabo Branco conta com um acervo permanente que pode ser visitado a qualquer momento. Um dos destaques é a exposição ‘No Reinado do Sol’, uma grande tela de Flávio Tavares que narra a história da cidade de João Pessoa. O local também abriga o ‘Espaço Flávio Tavares’, com outras obras do artista pessoense considerado um dos maiores da atualidade. Outras obras que compõem o acervo permanente são: Mulher: Objeto de repouso, de Abelardo da Hora, com seis esculturas em bronze e concreto que exploram a sensualidade feminina; Mar de Grisi, de Luciano Grisi, com esculturas em madeira inspiradas em animais marinhos; Sinergia, de Sidney Azevedo, uma escultura de ferro azul que sugere movimento e foi premiada em 2009; Cavalo Marinho, o mural de Wilson Figueiredo e Percy Fragoso, é uma ampliação da xilogravura de José Costa Leite; Vida, de Eulâmpio Neto, uma escultura em argila que representa a geração da vida; Varanda de Rede, de Chico Pereira, uma trama em alusão à renda de bilro, encomendada por Oscar Niemeyer. Horário de funcionamento – A Estação Cabo Branco funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados e domingos, das 10h às 18h, na Av. João Cirilo da Silva, s/n – Altiplano. O acesso ao local é gratuito.
Estação Cabo Branco tem 17 exposições abertas ao público neste mês de fevereiro

A Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes, gerida pela Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec), está com 17 exposições de artistas diversos abertas ao público neste mês de fevereiro, sendo nove interinas e oito permanentes. A Estação, como é popularmente conhecida, tem entrada gratuita e funciona de terça a sexta-feira, das 9h às 18h, e aos sábados e domingos das 10h às 18h. Além de exposições de artes plásticas, o espaço possui um mirante que possibilita a visão de toda a Orla de João Pessoa. O prédio, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer e inaugurado em 2008, também é uma obra de arte e um dos principais pontos turísticos da Capital. Descaminhos, Imagem e Deriva – A exposição interina é de autoria de Daniel da Hora. As obras retratam o caos do imobiliário de iluminação pública, seus fios e cabos, através de gravuras e pinturas a partir de fotografias. Segundo a curadora da Estação Cabo Branco, Amanda Costa, a série apresenta um conjunto misto de linguagens artísticas e caminhos estéticos diversos, tendo a arte como ponto de partida e de solução para algo que se apresenta desorganizado, caótico e que causa poluição visual. Fluxos AntiNaturais: experimentos em xilogravura – Exposição do Coletivo UFPB. Essa exposição inaugura o espaço expositivo permanente da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) na Torre de Exposições da Estação Ciência. A exposição conta com a explosão criativa de 27 artistas que convida o público a embarcar no universo da gravura. Quando a Gente Chorou Vendo o Sol se pôr – O artista João Peregrino faz uma reflexão sobre afeto e convivência, retratando sua companheira sob diversos ângulos usando várias técnicas de pintura. O trabalho do artista foi feito na maioria em técnica mista, a exemplo do nanquim concentrado, aquarela, pastel seco e costura com linhas coloridas. Pele Exposta – a exposição de Jeorge Paiva conta com mais de 50 obras em cerâmica. O artista faz uma imersão pelas raízes negras e sua própria ancestralidade. As esculturas, com figuras de mulheres negras de pescoços alongados e seios fartos, são moldadas em argila simbolizando a força e a resiliência de um povo. Maresia – A exposição do fotógrafo Deco Cavalcanti, segundo a curadora da Estação Cabo Branco, Amanda Costa, convida o público a mergulhar nas paisagens singulares das praias do Nordeste brasileiro, revelando uma intimidade com a natureza que transcende o olhar superficial e nos transporta para um estado de contemplação profunda. Cada Cabeça um Mundo – As pinturas do artista João Neto são baseadas nos sentimentos inspirados pelas músicas de Jorge Ben Jor. Com as obras o artista busca conduzir o visitante a pensar na sua singularidade, sem esquecer que fazemos parte de um contexto maior, de uma época, uma sociedade. Metamorfose – As obras de Odegine Graça, são inspiradas no livro homônimo de Franz Kafka, publicado em 1915. A exposição convida o público a refletir sobre as complexidades da mudança e da aceitação, explorando a delicada linha entre o humano e o desconhecido. Aquarela Verão – Coletivo de 12 artistas com uma coleção de 26 aquarelas. As aquarelas expostas nesta coletiva, traduzem de forma figurativa ou abstrata a leveza de cada aquarelista e o conhecimento técnico advindos de suas vivências. Do Rio Ao Mar – Grupo Paraibando. A exposição fotográfica faz um passeio poético dos pontos mais importantes da cidade, lugares e edificações que contam a história de João Pessoa. Exposições permanentes No Reinado do Sol – O artista paraibano Flávio Tavares conta, em ricas alegorias, a história da fundação da cidade de João Pessoa e a conquista da Paraíba. Exposto permanentemente no hall do prédio administrativo da Estação, a obra em óleo sobre tela, possui nove metros de comprimento por três de largura. Mar de Grisi – Luciano Grisi. As esculturas do artista são inspiradas em paisagens litorâneas e em seres marinhos, através da técnica chamada Chainsaw shape. Mulher: Objeto de repouso – do escultor e artista plástico Abelardo da Hora. São seis esculturas em bronze e concreto que exploram a sensualidade feminina, espalhadas nos jardins e no espelho d’água da Estação. Vida – Eulâmpio Neto. Escultura concebida em argila, recebendo fôrmas de gesso e concreto armado. Representa a geração da vida, através da figura feminina. Eulâmpio doou a escultura “Vida” para a Estação Ciência em 2011. Sinergia – A obra do artista Sidney Azevedo foi premiada no Concurso de Arte Pública Jackson Ribeiro, em 2009. A escultura de ferro, pintada em azul, sugerindo movimento, esta instalada no gramado da Estação Ciência. Guardiã da Cidade – Evanice Santos. Escultura em gesso e fibra de vidro, no formato de uma guardiã. Mural “Cavalo Marinho” – de Wilson Figueiredo e Percy Fragoso. Ampliação da xilogravura de mesmo nome (17,50m x 3,50m), feita por José Costa Leite, no estilo de capas de cordéis na fachada oeste do auditório da Estação Ciência. Varanda de Rede – Chico Pereira. Encomendado por Oscar Niemeyer. Trata-se de um painel de cobogós que compõe a parede na Sala de Práticas Educacionais, da Estação, desenhando uma trama em alusão à renda de bilro. Estação Ciência – foi projetada e inaugurada no dia 3 de julho de 2008 por Oscar Niemeyer, considerado um dos grandes arquitetos do mundo, passando a ser um dos principais pontos turísticos e cartão postal da cidade de João Pessoa. Possui anfiteatro, torre mirante, salas para convenções com 200 lugares, além de diversos espaços para exposições de arte. A Estação foi criada com a missão de levar cultura, arte, ciência e tecnologia à população gratuitamente. O espaço é administrado pela Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec). Serviço Terça à sexta-feira: das 9h às 18h; Sábado e domingo: das 10h às 18 h. Acesso gratuito.
Estação Cabo Branco oferece ao público diferentes experiências e contabiliza quase 13 mil visitantes em 2024

A Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes – realizou cursos de teatro, dança, encontro de carros antigos e exposições de diferentes artistas ao longo deste ano. Administrado pela Prefeitura de João Pessoa, por meio da Secretaria de Educação e Cultura (Sedec), o centro cultural, que fica localizado no Altiplano, recebeu 12.763 visitantes em 2024. “Estamos bastante felizes com o momento que a Estação Cabo Branco vem vivendo. Desde 2018 a Torre voltou a ter várias exposições, proporcionando arte para a população e para os turistas que visitam a nossa cidade”, comenta o diretor geral do espaço, Olié Martins. Quem visita a Estação Cabo Branco é convidado a imergir em diferentes exposições. No trabalho “Descaminhos | Imagem e Deriva”, do professor, curador e pesquisador em Artes Visuais, Daniel da Hora, por exemplo, o público completa a desordem dos fios de iluminação pública presente nos centros urbanos. “Este caos me fez refletir esteticamente sobre ele e sublimá-lo, me dando as bases que eu precisava para expurgar essa minha ojeriza pelo aspecto mal acabado dos postes e instalações elétricas”, comenta Daniel da Hora. O trabalho ainda está em exposição na Estação Cabo Branco. Outro trabalho relevante exposto este ano no centro cultural foi a “Exposição Nacional de Aquarela”, que reuniu obras de 18 artistas renomados, incluindo os internacionais Goyo Barja (Argentina) e Zahra Hanze (Turquia). Unindo técnica e emoção, as aquarelas expostas traziam a sobreposição de cores para revelar novas tonalidades e nuances, convidando o espectador a observar a leveza, a transparência e o brilho da cor. A “Exposição Nacional de Aquarela” ofereceu ao público uma oportunidade única para apreciar a maestria de grandes nomes da aquarela brasileira e internacional, além de celebrar a arte como expressão da alma humana. Além de atrair visitantes para as exposições, muitas pessoas vão à Estação Cabo Branco para conhecer a estrutura projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer ou contemplar a vista da Capital paraibana do terraço panorâmico da torre principal. Foi isso que levou o maquinista de metrô Oseas Pedrosa, da cidade de Recife, a visitar o espaço. “Trouxe meus pais, Adaleia e Maximiano, para passear em João Pessoa, aproveitamos para subir no terraço para apreciar a vista. O espaço aqui é muito legal. Por ser aberto, ventilado, proporciona um passeio agradável”, conta. Serviço – Funcionamento Estação Cabo Branco De terça a sexta-feira – das 9h às 18h Sábados e domingos – das 10h às 18h Acesso – gratuito