Estação Cabo Branco abre as portas para imersão no universo artístico de Mônica Lia

A Estação Cabo Branco – Ciências, Cultura e Artes, no bairro do Altiplano, abre suas portas, a partir deste sábado (28), para a exposição ‘Observatório’, uma imersão no universo da artista plástica Mônica Lia. A mostra estará no Espaço Aquarela, com visitação a partir das 16h, e tem a curadoria de Luciana Oliveira. São obras do acervo pessoal da artista, além de trabalhos inéditos produzidos especialmente para a ocasião. Concebida a partir da vasta trajetória de Mônica, a exposição destaca a riqueza de uma produção construída ao longo de quase duas décadas na Paraíba, estado que a artista maranhense adotou como lar. Nesse período, ela consolidou uma identidade artística marcada pela valorização da fauna e da flora, elementos que se tornaram centrais em sua obra e dialogam diretamente com as paisagens e a diversidade do território paraibano. De acordo com a curadora Luciana Oliveira, foi justamente essa conexão profunda com a natureza local que motivou a criação da mostra. “A rica produção de Mônica, que envolve a fauna e a flora local, chamou a atenção para montarmos essa exposição”, ressalta. Exposição – ‘Observatório’ apresenta duas vertentes que se complementam e dialogam entre si. Em determinados trabalhos, a artista revela um olhar minucioso, com forte compromisso com os detalhes e a fidelidade às formas naturais. Em outros momentos, permite-se explorar uma abordagem mais livre e poética, distanciando-se do realismo tradicional para experimentar novas possibilidades expressivas. O resultado é uma experiência visual vibrante, marcada por cores intensas, delicadeza técnica e uma liberdade estética que amplia os limites da aquarela. A proposta da exposição vai além da simples contemplação. A intenção é proporcionar ao visitante uma vivência sensorial e reflexiva, revelando novas formas de experimentar a técnica da aquarela, com cores mais saturadas, riqueza de detalhes e um deslumbramento criativo que expande as fronteiras da linguagem artística. “Esperamos que as pessoas compareçam e vivenciem um momento de enriquecimento”, reforça a curadora, convidando o público a conhecer de perto a força, a sensibilidade e a expressividade da produção de Mônica Lia na exposição ‘Observatório’.
Festival Internacional de Aquarela está aberto à visitação na Estação Cabo Branco

O I Festival Internacional de Aquarela, realizado na Estação Cabo Branco – Ciências, Cultura e Artes, no Altiplano, está aberto à visitação nos fins de semana, das 10h às 18h, e de terça a sexta, das 9h às 18h. A entrada é gratuita. O evento, aberto neste sábado (6), marca um novo capítulo para a produção artística da Capital e reúne obras, oficinas e ações dedicadas a fortalecer a linguagem da aquarela no cenário local e internacional. A curadoria desta edição, que reúne cerca de 50 aquarelistas de vários países, é assinada por Amanda Costa, da Estação Cabo Branco, que destacou o caráter pioneiro da iniciativa. “Começamos em 2024. Este é o primeiro Festival, o primeiro de muitos. Foram muitos desafios até aqui. Hoje temos um espaço dedicado à aquarela e pensamos em ampliar, criando ambientes específicos para cada linguagem artística. Agradeço às parcerias com os curadores que vêm somando ao projeto. Em 2026, o Festival será aberto com a curadoria de Luciana Oliveira”, afirmou. A futura curadora, Luciana Oliveira, ressaltou a força coletiva da construção do Festival. “Espero contribuir com o projeto das aquarelas. Já estou encantada com o trabalho dos aquarelistas e desejo que este seja um processo contínuo de construção da cultura da aquarela. É um exercício coletivo, e estou empenhada em desenvolver esse trabalho junto aos artistas”. O I Festival Internacional de Aquarela tem programação aberta ao público, reforçando o compromisso da Prefeitura de João Pessoa em promover espaços de experimentação, formação e valorização das expressões artísticas, conectando pessoas por meio das cores, da criatividade e da arte. Artistas nacionais – Bernardete Lima; Clelia Maluf; Cléia Paiva; Catarina Chur; Claudia Simoes; Beth Sauer; Godiva Accioly; Helena Muller; José Amarante; Ieda Helal; Iracema DallAgnol; Ivani Ranieri; Kenia Maria Vasconcelos; Keiko Sakamoto; Lilian Arbex; Leni FumieFujimoto; Luiz Neto; Marco Antonio de São Pedro; Marta Spier; Marita Adams; Maria do Socorro Sobreira; Monica Lia Rangel; Nathalia Guerra “Fumacinha”; Renato Palmuti; Rogéria Gaudencio; Roseli Martelo; Rosane Pertile; Sonia M. Scalabrin; Silvana Pohl; Silvia Sakamoto; Solange Aparecida Zanoni; Tereza Elias; Tatiana de Andrade; Vera Penha Barrero; Silvana de Morais Aires; Silvia Regina S. Abram; Silvia Trad; e Valeria Ferrara. Artistas internacionais – Angela Barbi (Espanha); Lia Mendez (Panamá); Silvia Monje (Costa Rica); Elizabeth Uribe (Peru); TereLejoro (México); Irina Yushmanova (México); e Graciela Al (Argentina). Atividades paralelas – Além da exposição, o Festival oferece experiências abertas ao público: Stand de materiais de aquarela: 6 e 7 de dezembro; Pintura ao ar livre: 6 e 7 de dezembro, das 9h às 12h; Encerramento da exposição: 6 de março de 2026. Visitação – O Festival pode ser visitado de terça a sexta, das 9h às 18h, e nos fins de semana, das 10h às 18h. A entrada é gratuita.
Estação Cabo Branco abre exposição ‘Saga do Vaqueiro’ a partir desta sexta-feira

A Estação Cabo Branco – Ciência, Cultura e Artes – abre, a partir das 17h desta sexta-feira (7), a exposição ‘Saga do Vaqueiro’, do fotógrafo baiano Lenec Mota. A exposição fotográfica, que busca imortalizar a essência da tradição e da cultura do Sertão nordestino, fica aberta a visitação do público até 7 de junho, no 1º andar na Torre. Cristina Strapação, curadora da exposição, explicou que o trabalho busca levar o público ao imaginário da atividade dos vaqueiros, trabalhadores que moldam o cotidiano sertanejo, numa prática marcada por coragem e resiliência, ameaçada pela modernidade. “Os vaqueiros carregam o peso de uma memória coletiva e de uma ancestralidade que se expressa em seu modo de vestir, falar e lidar com o campo. O projeto foi inspirado pela observação das rápidas mudanças que vêm transformando o Sertão. Novas tecnologias e formas de trabalho começam a substituir práticas seculares, ameaçando a continuidade de saberes transmitidos oralmente e por meio da prática, geração após geração”, afirmou. A exposição ‘Saga do Vaqueiro’ é resultado de um projeto enviado pelo artista visual Leandro Rolim para edital de Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) da Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), em 2024. O projeto foi acolhido pela Curadoria de Arte da Estação Cabo Branco. Artista – Lenec Mota, natural de Irecê, Sertão baiano, divide seu tempo trabalhando na Paraíba e na Bahia. Atua nas áreas de fotografia, produção cultural e audiovisual, com experiência em projetos culturais e televisivos. Recentemente, participou dos projetos documentais Semeando o Futuro e Reconhecendo Mestres: Francisco Alves, o Coroné Chico Tripa (2024), ambos na Paraíba. Serviço – A Estação Cabo Branco, localizada no bairro do Altiplano, é administrada pela Secretaria de Educação e Cultura de João Pessoa (Sedec).O local fica aberto para visitação de terça a sexta-feira, das 9h às 18h; e sábados e domingos, das 10h às 18h. O acesso é gratuito.